sexta-feira, 16 de agosto de 2013

IGNORÂNCIA É MORTE!


Crônica científica

Na minha adolescência, fui um cinéfilo que tanto visitava as sessões matinais dominicais do Clube de Cinema da Bahia, "bebendo" os comentários do crítico Walter da Silveira, como frequentava o Cine Jandaia, o Aliança e o Pax, na Baixa dos Sapateiros, onde havia sessões triplas (dois filmes e um seriado) e via os famosos filmes de faroeste, com seus cowboys, índios, diligências, xerifes e bandos de salteadores. Neles, inevitavelmente, mostrava-se a comunicação por meio de fumaça, entre aldeias indígenas. Acendia-se uma fogueira, sobre a qual se colocava uma manta grossa de couro, aprisionando a fumaça provocada pelo depósito de alguma planta ou pó sobre as brasas. Levantava-se e abaixava-se a manta, liberando bolas de fumaça - como o "ponto" e "traço" do Código Morse - cuja combinação formava as palavras e frases da mensagem que normalmente era enviada de um cacique para outro a dezenas de quilômetros de distância. Muito antes disso, Esquilo já escrevia sobre como os gregos utilizavam fogos para se comunicar. Na evolução humana, com a invenção do alfabeto e a cultura dos sinais, surgiram as mensagens escritas, que circulavam de mão em mão. Heródoto já se referia aos mensageiros a cavalo, dos persas, que levaram essa prática para toda a Europa.  Matava-se cavalos na tentativa de fazer chegar as mensagens urgentes, sem lhes permitir o descanso. Foram os romanos, os primeiros a adotar esse descanso, não só fazendo as estradas, como implantando estações de descanso (manso posita) para os cavalos e em seguida, para não se perder tempo em esperar estes descansarem, as estações de muda de animais (mutatio posita) em todo o Império. Os cavalos passaram, então, a descansar, mas não o cavaleiro, que saltava de um cavalo para outro, num serviço eficiente para as urgências militares.

Quem poderia imaginar, então, o milagre de se escrever uma mensagem em algum lugar e alguns segundos depois ela ser lida em qualquer outro lugar do planeta? Não perderemos tempo, aqui, em narrar a evolução das máquinas de transporte e comunicação até chegarmos ao computador e à Internet. Queremos apenas, com esse assunto, mostrar o privilégio do homem atual em obter e transmitir conhecimento - qualquer conhecimento - instantaneamente, para qualquer pessoa, em qualquer lugar. Privilégio que, no entanto, a grande maioria dos seres humanos recusa por pensar que não precisa desse conhecimento. Por preguiça em recebe-lo. O que é pior: por obediência aos "pastores" que os querem como "ovelhas" em seus rebanhos e lhes dizem que a ciência deve ser afastada porque é coisa do diabo, citando a cena de Adão e Eva no Paraíso, que só é um paraíso porque ambos comem o fruto da árvore da vida e recusam o fruto da árvore da ciência. Em outras palavras: o homem só é feliz apenas vivendo, sem querer saber de coisa alguma, exatamente como vivem os animais ainda não intelectuais. Políticos ou religiosos, esses "pastores" de "ovelhas humanas" plantam a ignorância como sustentação de suas posições de poder e riqueza e fomentam uma "democracia" que decide quem deve ser votado ou não, para as funções públicas, de Estado.

Nós, outros, que optamos pela consciência, pelo conhecimento, somos minoria e não elegemos sequer um vereador, muito menos um presidente da República. Esta é a razão da falência do nosso País, que não tem recursos para a educação, a saúde e o transporte das pessoas. O balanço financeiro apresentado pelos governantes é falso porque estes não estão tendo despesas que deveriam ter e falta tudo para toda a população, que não reclama, porque não sabe nada, sequer do que precisa.  Quem ganha uns poucos reais por mês pode dizer que lhe sobra dinheiro, se não compra comida alguma. Os governos no Brasil podem apresentar suas contas e saldo financeiro positivos no fim do ano, se não gasta com o fundamental para a vida civilizada dos brasileiros, dirigindo os recursos para o bem estar apenas dos governantes. Tudo isso está aí à vista de todos, mas são poucos os que vêm, porque os ignorantes são cegos. Mantê-los fora da educação e sem saúde é mantê-los cegos e absurdamente contentes, porque podem ir à igreja, à praia e ao futebol nos domingos, vendo novelas de televisão nos outros dias, ainda com direito a festas ditas "populares", como o Carnaval e o São João, pagando-se aos trios elétricos para fazê-los pular à vontade e namorar nos intervalos para descanso.

Não sei quantas pessoas lerão esta crônica. Minha obrigação é escrevê-la e publicá-la. Alguns dirão que não precisam lê-la, porque já sabem de tudo o que está escrito nela. Acontece que não basta lê-la. Os intelectuais não conseguirão mudar esse quadro, se não tiverem consciência de que são minoria e precisarão fazer maioria, passando conhecimento para quem é ignorante, dando luz para quem está no escuro. O Brasil vive hoje um período pré-revolucionário. A mídia está chamando de arruaceiros, os jovens que estão vendo tudo e sabem que precisam quebrar coisas para chamar a atenção de todos nós para o recado que querem dar e não é outro, senão o de que não podemos ficar assistindo o circo pegar fogo. Temos de atuar. Eles estão nas ruas, chamando-nos para atuarmos na educação, transformando as ovelhas em homens, antes que se tornem lobos ferozes. Não podemos permitir que os intelectuais conscientes sejam minoria. A democracia só funciona se a maioria é educada e consciente. Se não é, o único jeito de mudar para melhor é a revolução. Como já aconteceu, séculos atrás, em toda a Europa.

Adinoel Motta Maia

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

INTELECTUAIS QUE SE ISOLAM


Crônica científica

   As pressões sociais sobre o homem que se individualiza são terríveis. As evidências - sem as quais não há Ciência - estão aí, no cotidiano. O primeiro carimbo que se coloca na testa de uma pessoa que cultiva os seus próprios valores - aqueles norteados pela sua própria consciência - é o do egoísmo. O ser humano que se informa e se forma com independência, sem atender as pressões da família, dos parentes, dos colegas de escola e de trabalho, dos vizinhos, da comunidade, que o querem numa seita religiosa qualquer, num partido político conveniente ou num movimento cultural com alguma cor ideológica, ou ainda - o que pior - na preguiça e na ignorância, apenas na diversão, nas praias e nas festas com comidas e bebidas; é considerado um alienado, um doente, um maluco, isto é, alguém fora de contexto, que tem "um parafuso a menos" ou, na melhor das hipóteses, um egoísta que menospreza a sociedade, quando, em verdade, é a sociedade que não o respeita, valoriza ou aceita. Para os pastores que vivem dos seus rebanhos, tais indivíduos são "ovelhas negras" que devem ser descartadas, porque não servem para dar lã nem leite, mas apenas carne.

   Às vezes ocorre nascer numa família intelectualmente mediana ou primária, uma criança que ao crescer demonstra essa tendência e começa a ser vista como "diferente", logo passa a ser "preocupante" e não raramente é levada na adolescência ao padre ou a um psiquiatra. Evidentemente, há os casos em que esse é o procedimento correto, porque há doenças psíquicas que devem ser diagnosticadas e tratadas. Estamos falando, aqui e agora, no entanto, dos outros, quando o jovem troca uma praia por um livro, por um jogo eletrônico ou até mesmo uma revista de quadrinhos ou a televisão; quando se perde em pensamentos no campo ou no próprio quarto; quando se associa a um clube de cinema ou de enxadrismo; ou pratica uma atividade solitária, como as longas caminhadas, a coleção de selos ou a pesquisa bibliográfica.  Estes são apenas alguns exemplos de uma grande variedade de comportamentos que denotam haver no indivíduo jovem, já, uma nítida manifestação de desenvolvimento intelectual, seja por formação genética, seja por evolução psíquica de um ego, que já se encontra numa senda muitas vezes milenar, em sucessivas ressurreições, na transformação da inteligência em sapiência.

   A leitura, o estudo, a pesquisa, com proposta científica - não para fins sócio-políticos - dos textos antigos, mostram que a ressurreição do ego, isto é, da personalidade, está em todos os povos e que o texto bíblico judaico, que influiu na redação dos evangelhos, contrariou o próprio Jesus, que nos veio dar a notícia de estarem os judeus errados em afirmar uma única passagem do ego humano pela Terra, impondo uma moral que condenava os errados ao Inferno eterno e premiava os justos ao Paraíso também eterno. Jesus quis mostrar a imortalidade do ego, que sobrevive à sua hospedagem em um corpo material e que após a morte deste, retorna a outro corpo que nasce, em sucessivas ressurreições. Chamou a isso, Reino de Deus. Os judeus que redigiram os evangelhos, no entanto, modificaram essa mensagem, dizendo que Jesus morreu na cruz e ressuscitou dos mortos - apenas ele - quando, em verdade, ele foi para a cruz, mas não morreu nela e pregou que a ressurreição era corrente em todos os homens, vida após vida, de um mesmo ego eterno. Liderados pelo judeu Saulo (Paulo) de Tarso, os evangelistas criaram um Cristo (palavra grega que corresponde a Messias em hebraico), atribuindo esse título a Jesus, que nunca aceitou as pressões de Pedro para que fosse um líder político - o Messias esperado pelos judeus para livrá-los dos romanos - , porque era outra a sua proposta.

   Assim, com independência, como indivíduo, qualquer um de nós pode desenvolver o próprio ego e não perder o seu trabalho, de toda uma vida, ao fim desta, voltando a outro corpo, ligando-se a outro cérebro, com uma bagagem intelectual adquirida em vidas anteriores. Evidentemente, quando mais vidas tem um ego, mais experiência e observação levou para formar essa bagagem intelectual, de modo que há homens com egos mais evoluídos que outros, por terem bagagem maior. Os políticos, sejam ideológicos ou religiosos, impõem leis que consideram todos os homens iguais, quando deveriam legislar com a imposição apenas de direitos e deveres iguais para todos, vivendo em sociedade. A boa notícia - evangelho - é que só depende de cada ser (humano ou não) evoluir em função de suas observações e experiências, aprendendo com o sofrimento, vida após vida, de modo que em algum momento, pode-se estar num corpo humano com o único propósito de pensar, estudar e pesquisar para substituir a inteligência pela sapiência e deixar definitivamente a Terra para viver no Reino de Deus. Assim, tende a isolar-se.
  
   Jesus prometeu voltar, não com esse nome, evidentemente, que era apenas o do ser humano ao qual se ligou há dois milênios. Ditou pessoalmente ao seu apóstolo João, em Patmos, muitos anos depois de ter descido da cruz, uma revelação (Apocalipse) sobre sua volta - do seu ego, a se ligar em um novo corpo. Em desacordo com o que fez Saulo (Paulo) de Tarso, sob influência de Pedro que queria um Messias (Cristo), assim acoplado ao nome e vida de Jesus, este prometeu voltar como o Anticristo, para restabelecer a verdade. A pergunta que temos de fazer com muita coragem é: a Igreja Católica vai reconhecer o seu erro histórico e finalmente servir a Jesus e seu sucessor, no anúncio do Reino de Deus, agora cientificamente? Ou vai manter-se em erro, politicamente, sustentando o Cristo e perseguindo os que anunciam e se preparam para receber esse sucessor, quando ele se revelar, seja qual for o seu nome, seja qual for o corpo ao qual se ligue, nesta nova ressurreição?

   Fui um jovem "normal" nas décadas de 50 e 60, com amigos e companheiros em praias, festas, carnaval de rua, sempre heterossexual, mas sempre, também, grande leitor, estudioso, pesquisador e escritor. Em 1957, comecei a perseguir a verdade absoluta, para encontrar cientificamente a consciência divina. Chegando finalmente a ela, aos 75 anos, comecei a publicar uma trilogia, de ficção e realidade, para anunciar minhas descobertas, que matam a cobra e mostram o pau. Dois romances já estão publicados: "A Cruz dos Mares do Mundo", que lança a Psíquica ao lado da Física; e "A Noite dos Livros do Mundo", que trata da origem do universo e do reino de Deus.
Até o fim deste ano, será publicado "A Trilha dos Santos do Mundo", que fechará com provas documentais e científicas o quadro da consciência cósmica no qual nós, os humanos, estamos inseridos. Esses livros podem ser procurados nas livrarias, mas seguramente também podem ser pedidos à distribuidora Singular, no Rio de Janeiro, pelo site www.lojasingular.com.br.

Adinoel Motta Maia

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

VERDADE NA EDUCAÇÃO


Crônica científica

As metas educativas para fins políticos, isto é, meramente estatísticos, privilegia o número de assentos ocupados nas escolas, ou seja, o de matrículas. Diz-se que o País está melhorando no item “educação” meramente porque aumenta o número de crianças e jovens matriculados. Não vemos qualquer questionamento que se refira ao que, quanto e como esses brasileiros estão apreendendo, mas os resultados apresentados pelos diversos exames que se realizam no país mostram claramente que não é muito, sequer o satisfatório. Na base de tudo, está a formação e o salário do professor dos cursos fundamental ao médio. Como atrair para o magistério, pessoas qualificadas para educar – não apenas ensinar – se o salário oferecido é menor do que aquele que ganha, num mês, uma simples faxineira diarista ou um encanador que se encontra em porta de casa de materiais de construção, que não precisa saber mais do que a prática do seu ofício? É evidente que o Estado, isto é, os políticos que nele atuam, querem manter a população brasileira ignorante e idiota.

Por outro lado, ainda politicamente, não interessa a prefeitos, governadores, deputados, vereadores e seus secretários ou mesmo ao Presidente da República e seus ministros, que a Escola forme massa crítica, cidadania atenta e competente. O que esses enganadores querem é apenas o voto sem consciência, de ignorantes que acreditam em slogans ou seguem líderes carismáticos semeadores de crenças e emoções, contrários a tudo que desenvolva a razão e promova a verdade. A técnica mais utilizada para manter esse status quo é a do fomento das artes e dos espetáculos que formam apenas espectadores nas escolas, assim como dos jogos recreativos (jamais o do esporte competitivo, que forma líderes). Para completar o quadro, introduziu-se a farsa que dá dinheiro a quem apenas matricula os filhos na escola (sem se exigir que obtenham rendimento com os estudos). E o pior: enche-se a mídia impressa e eletrônica com anúncios de empresas estatais, para que textos como este não sejam impressos em suas páginas ou lidos em quaisquer horários. Uma mídia que privilegia os temas sociais e o noticiário policial para atrair a fatia do público que cultiva apenas emoção, sexo e violência, ou seja, as práticas dos animais.

Com essa base estratégica, os políticos que envergonham a nação que os elege, reelege e eterniza em seus cargos – sobretudo a minoria dos intelectuais que são obrigados a conviver com essa realidade – são os donos do país e de sua população, usufruindo a mais torpe das ditaduras: a da corrupção, que compra tudo e quase todos. Os intelectuais brasileiros, isto é, a parcela da sociedade que usa o cérebro na plenitude de sua capacidade de memória e da sua velocidade de processamento, no topo da educação não apenas universitária e em pleno processo cultural dirigido para a consciência científica e suas preferências artísticas, têm a responsabilidade de liderar uma revolução na educação do povo deste país, sabendo que não se educa as massas, mas cada um dos indivíduos que as compõem. Qualquer tentativa em educar massas, neste mundo, resultou apenas em monstruosidades sócio-políticas que a História mostra como exemplos de sacrifícios não raramente transformados em infernos dantescos.

Nesse contexto, trago o publicitário baiano Nizan Guanaes, que, em um artigo publicado em 14 de maio de 2013, no jornal A Tarde, defendeu “o fim da marca fantasia e o começo da marca verdade” na comunicação, na publicidade, alegando que, “como o mundo está transparente, o consumidor cobra o que você diz que é” e assim, “na época da comunicação total, a verdade tornou-se a maior arma de persuasão em massa”. Não apenas em massa, podemos completar, mas também individual. Principalmente quando individual, porque a massa é mais fácil de enganar do que o indivíduo. Assim, tomando emprestado a competência e a experiência de Guanaes, vamos todos reforçar esta proposta de cultura da verdade também na educação, substituindo as pressões ideológicas partidárias e sectárias na formação de professores por uma universalidade científica até no ensino das artes – onde se trabalha com emoções – trazendo a verdade, doa em quem doer, como solução para a felicidade e a eternidade dos egos de todos nós. Porque, afinal, é o ego que importa porque é ele que evolui e nos transforma, levando-nos, como diria Jesus, para o Reino de Deus.

Adinoel Motta Maia

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O PAPA FELIZ É JESUITA


Crônica científica

Estamos ao lado do televisor, vendo a cobertura ao vivo da presença do papa Francisco no Rio de Janeiro, nesta semana da Jornada Mundial da Juventude, promovida pelo Vaticano e realizada neste ano no Brasil. Inserimos este blog nessa postura informativa, com um viés pouco utilizado na observação do fato religioso: a presença da Ciência na Igreja e consequentemente nesta visita do papa  num evento feito para os jovens de todo o mundo. O que acabamos de observar na telinha - um papa feliz no contato direto com o povo, beijando e abraçando sobretudo as crianças - merece um destaque. O longo trajeto feito em papamóvel, entre o Teatro Municipal, no centro da cidade e o Palácio Joaquim, na Glória, atravessando uma área protegida por cordões de isolamento, foi lento, com muitas paradas, para que o papa beijasse crianças levadas a ele, nos braços dos agentes de segurança. Assim, o helicóptero que mostrava todo esse trajeto nos permitiu ver inúmeros jovens que corriam por fora das cordas e chegavam a estas, em vários lugares, para ver o papa em momentos seguidos, demonstrando um inusitado sentimento, mais que de admiração ou amor, de verdadeira adoração.

A verdade é que Francisco, mais até que o próprio João Paulo II - um popstar - mostra sua total entrega ao outro, com um sorriso contínuo, permanente, no rosto, sem qualquer preocupação com sua segurança pessoal, jamais negando um contato corporal, seja um aperto de mão ou um abraço, proporcionando momentos de grande emoção, seja para quem vive esse contato, seja para quem o vê. É este o ponto que queremos abordar aqui, hoje, começando com uma pergunta: essa juventude que se entrega à paixão religiosa e nos contagia com sua emoção, em correrias e aos gritos para ver e tocar o papa, parecendo ser a mesma que enche os campos de festivais de música e as arquibancadas dos estádios de futebol; é a mesma que disputa os concursos públicos para adquirir bolsas de estudo do programa de "ciência sem fronteiras", tentando uma iniciação na carreira científica em outros países, em busca de novos conhecimentos, de descobertas ainda não imaginadas e de invenções que beneficiem toda a humanidade?

Estamos propondo uma reflexão que associe a explosão de Fé à conquista árdua e paciente da Razão. Ninguém melhor do que Francisco, um jesuíta no poder, para promover essa reflexão ainda inédita na Igreja Católica, quer por sua iniciação filosófica nessa ordem religiosa, quer por sua extrema humildade, que pressupõe a possiblidade de uma mudança de direção, se isso se mostrar necessário para unir a Física à Psíquica, na formação de uma única Ciência a iluminar toda a humanidade. Não é coisa, contudo, que se faça da noite para o dia. Há imensas vaidades, orgulhos cultivados, compromissos políticos, ganância desenfreada, muito tempo investido em ideologias alinhavadas ou já definitivamente costuradas, servindo o poder, que serão imensas pedras no caminho da síntese, do encontro, da paz. É natural que assim seja, porque cada cabeça é formatada não apenas pela quantidade, mas pela qualidade da informação que há nela. Assim como se faz bolos diferentes com ingredientes diferentes, faz-se cabeças diferentes com informações diferentes. Isso permite que cada individuo construa sua ideologia e lute por ela, como cada pessoa faça o seu cardápio e só coma o que está nele.

Estamos acompanhando o papa jesuíta que nos visita, praticando uma de suas propostas: a da esperança. Nunca nos faltou e nunca faltará a esperança de que a luz da razão que une, prevaleça num mundo em que cresce a cegueira da paixão que divide. Sua extrema humildade pode levar algumas pessoas a pensar que seja pusilânime, mas em poucas ocasiões já demonstrou sua firmeza de caráter, ao impor valores fundamentais como o da necessária dignidade em cada posição ou ação do homem que já atingiu elevado nível intelectual, tornando indispensável educar o que ainda é mais animal, para que a adquira.

Adinoel Motta Maia

sexta-feira, 19 de julho de 2013

EXPLICA MAS NÃO JUSTIFICA


Crônica científica

Há sempre duas maneiras de encarar o noticiário da televisão: a emocional e a racional. O homem intelectualmente mediano tende a olhar as imagens e deixar-se envolver pelos comentários que ultrapassam os simples dados e acrescentam opiniões centradas apenas nas próprias imagens e na emoção que elas carregam e contribuem para o aumento do interesse do telespectador. Ao contrário, quem possui ou busca dados fora da notícia, consegue articular essas imagens com tais conhecimentos e chegar a outros resultados, científicos, que podem contribuir para responder algumas questões e encontrar soluções. Como o percentual de telespectadores que apenas assistem preguiçosamente os noticiários é bem maior do que o dos que analisam e discutem o que vêm e ouvem, forma-se uma "opinião pública" nem sempre compatível com a realidade dos fenômenos mostrados. Dizem os produtores e editores desses noticiários: não é função da televisão educar, mas apenas informar.

Um bom exemplo para ser enfrentado cientificamente é o da violência que é mostrada nas manifestações de rua, nestes dias de protestos e revolta. Temos sempre de nos posicionar contra a violência, porque somos seres intelectuais e temos não apenas a alma  (anima = movimento) dos animais, mas também um ego neural com sua central de memória e processamento, o cérebro. Não se deve, portanto, apoiar a violência entre os homens, porque esta é uma característica dominante nos animais ainda desprovidos de intelecto. Contudo, assim como se justifica matar para não morrer - isto é violência -  não se justifica invadir, quebrar, destruir aleatoriamente, quando se está revoltado contra alguém ou alguma coisa. Isto apenas explica a ocorrência, mas não a justifica. Só o intelectual sabe a diferença entre o que se explica e o que se justifica. O animal não vê essa diferença. Só o intelectual pergunta: por que explica?

Se estamos numa democracia que elege e empossa os eleitos pelo voto livre e individual de cada cidadão e se vivemos num regime no qual os tribunais estão abertos e funcionam cientificamente (não apenas emocionalmente), não há razão para haver revolta popular. Não estamos no caso da Revolução Francesa, feita não apenas porque o povo passava fome e Maria Antonieta o afrontava com brioches. A ciência exige, no entanto, que se pergunte: se assim é, por que ao lado dos intelectuais que protestam pacificamente, estão os animais que invadem, quebram e destroem tudo à sua frente. A resposta é uma só: o que promove a violência, a revolta ainda parcial e freada, no Brasil - esse freio pode falhar e faltar em seguida -  é o cinismo dos eleitos pelo povo, que promovem a corrupção, a doença e a ignorância, para se manterem no poder com a leniência dos tribunais que não fazem justiça ou a retardam a ponto dos autores processuais morrerem antes de verem o fim dos seus processos, que prescrevem.

Em outras palavras: quando a democracia e a justiça funcionam apenas parcialmente, para o preenchimento dos cargos, mas não funcionam para destituir os que não cumprem as promessas de campanha e usam o poder para corromper o próprio povo com esmolas, empregos diretos e tudo o mais que mantenha esse povo ignorante e submisso, subserviente, acomodado, leniente e assim corrompido, é natural que a revolta se instale e se justifique, perante uma democracia e uma justiça mascaradas, restritas apenas ao processo eleitoral, sem a apuração das promessas e posturas nele apresentadas. Como ocorre com a mulher (ou o homem) que promete fidelidade ao homem (ou à mulher) e o (ou a) engana após o casamento, sem possibilidade de anulação do matrimônio. Cientificamente, assim se explica a revolta e até se justifica a violência contra os enganadores. Por isso é que num processo revolucionário - que não cheguemos a ele - suspendem-se os direitos legais e estabelece-se a vontade dos que ainda são animais.

Em resumo, violência não é coisa para intelectuais. Corrupção e infidelidade também não. Quando estas dominam, aquela, ainda que não se justifique, se explica.

Adinoel Motta Maia

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A CIÊNCIA QUE FAZ MILAGRES


Crônica científica

   A crônica aqui publicada na semana passada, abordando a visão da Razão e da Fé, sob um olhar científico, trouxe intervenções de pessoas religiosas a questionar como ficam os milagres, que seriam resultantes da Fé aplicada não a partir do conhecimento, mas da emoção, da paixão pela crença de poder chegar um pedido ao próprio Deus ou a um santo intermediário, assim obtendo-se um emprego, um benefício qualquer ou até mesmo um milagre que salva uma vida já condenada pela ciência médica. São conhecidos muitos casos em que isto realmente ocorre e é profusamente mostrado no exercício do sacerdócio e na confirmação do milagre que comprova a importância da Fé, conforme aplicada por todas as igrejas. Por isso, as igrejas existem e proliferam.

   Quem assina estas crônicas é um católico apostólico romano, com a proposta de Jesus, que nos convidou para crescer e atingir o Reino de Deus, também conhecido como Reino dos Céus ou o Paraíso, propondo-nos a salvação, saindo do processo de sucessivas ressurreições na Terra, que seria o Inferno, onde ficam os que pecam por gosto e ignorância. Isso não significa, no entanto, ser ovelha em rebanho, conduzido por pastores. Estes só são necessários para quem ainda é ovelha, mas esta e seu pastor podem evoluir na imitação de Jesus, para ser santo  Alguém tem de dizer com todas as letras que a Igreja Católica é aquela que dialoga com os santos que estão no Reino de Deus e que são exatamente os homens que foram salvos na sua última passagem pela Terra. É só isso, porque esta e só esta é a proposta deixada por Jesus: imitá-lo. O resto é estrutura e função humanas, que têm estado erradas nestes dois mil anos de crimes e castigos eclesiásticos e são reformadas continuamente - na última vez pelo Papa João XXIII - como deverá voltar a ser nestes próximos dias, ao que parece, pelo Papa Francisco, com a proposta de formar santos e não de manter e aumentar rebanhos de ovelhas.

   Assim, pede-se a atenção de quem já não precisa ser ovelha mas continua católico, seguindo Jesus,
para tratar de Deus, dos santos e dos milagres, cientificamente, porque eles existem e precisam ser conhecidos através da Razão e da Fé, que nada mais é do que  Razão com capacidade de memória e velocidade de processamento tendendo para valores infinitos (já tratamos disso aqui, inclusive na semana passada). Pedimos, portanto, atenção, para um conhecimento científico, recentemente divulgado por um médico dos olhos, num programa de televisão matutino: lágrimas de sangue existem como último estádio da vermelhidão nos olhos provocada por vasos sanguíneos que se partem ali, não cuidada a tempo de ser evitada. Acontece que, antes da ciência fazer essa descoberta, as lágrimas de sangue eram assunto exclusivo da religião, que utilizava (ainda utiliza) o processo da Fé para curar pessoas, livrando-as dessas lágrimas vermelhas e de outras enfermidades.
  
   Narrou esse médico famoso, um caso por ele tratado. Uma mulher que traía o marido e era sua paciente, encheu-se de remorsos após a morte dele. Foi à igreja e relatou no confessionário que já não dormia e estava  sendo castigada por Deus, vertendo lágrimas de sangue, vivendo no inferno, arrependida pelo que fizera. Em verdade, sua tensão provocara o rompimento do vaso sanguíneo. O sacerdote, com muita competência, como um psiquiatra, apascentou-a com a promessa de cura, desde que ela confiasse na intervenção divina, motivando-a com o processo da Fé, que dependia apenas dela e não de Deus ou de qualquer santo, que certamente não a ouviria, se ela não fizesse a sua parte, comandando com a sua consciência as estruturas de consciência que formam toda a matéria e controlam toda a energia, provocando assim o MILAGRE. O que qualquer bom médico cirurgião dos olhos já faz, para acabar com as lágrimas de sangue, pode, portanto, ser feito por um bom psiquiatra e naturalmente por um sacerdote que invoque a Fé, que, realmente, move montanhas, seja qual for a religião do paciente ou até mesmo sem religião alguma, porque Deus não tem seita nem partido, por ser a Consciência Universal. Deus é a mente de todos e de cada um, mas o fato é que são poucas as pessoas que se comunicam sequer consigo mesmas.

   A obsessão dos movimentos políticos que apaixonam e afastam as pessoas do conhecimento e do processo dedutivo - que se acelera no intuitivo - na conversa do indivíduo consigo mesmo, estão levando à vida coletiva, às reivindicações das massas e às lutas partidárias ou religiosas, que afastam o homem cada vez mais de Deus, isto é, de si próprio, porque cada indivíduo fala com Deus, sendo Deus como um cérebro infinito no qual cada um de nós seria um neurônio. Esta imagem é grosseira e falsa, mas nos ajuda a imaginar que cada um de nós se comunica com Ele.como cada neurônio real em nosso cérebro humano se comunica com todo o cérebro, de modo que uma única informação contida num único neurônio pode alterar todo o comportamento de um homem que processa milhões de dados em um segundo. Por isso, a informação que colocamos em nossos neurônios devem ser as mais verdadeiras possíveis. Mentiras envenenam nosso cérebro e nos matam.

O homem que se alimenta com mentiras - não se duvide disso - não evolui o seu ego e assim mantém-se no inferno da Terra, até eternamente, sem salvação. Costuma-se dizer que os cientistas são ateus, apenas porque costuma-se oferecer a eles um Deus numa bandeja para consumo de ovelhas que nada fazem além de comer e mover-se dominadas pelo  cajado dos pastores, cujo único objetivo é mantê-las produzindo leite, lã e carne. A boa igreja não é a que domina e escraviza. É a que informa e liberta para a evolução. Por isso, estão todas precisando de reforma, mostrando a Fé como a Razão com capacidade de memória e velocidade de processamento que tendem para o infinito. É difícil e demorado chegar lá? Então é preciso começar logo. Temos uma grande chance com o humilde Papa Francisco, que conversa conosco e ouve a todos.

Adinoel Motta Maia

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A LUZ DA FÉ E DA RAZÃO


Crônica científica

"Conduzo esta crônica, no entanto, para um outro ângulo de abordagem desse fato, demonstrando que a distância entre a Razão e a Fé pode ser nula, quando a velocidade do processamento dos dados, no cérebro, é a mesma, isto é, quando a inteligência e a sapiência operam na mesma velocidade, ou ainda, que  sapiência nada mais é do que inteligência em velocidade de processamento extremamente grande, que tende para valor infinito. Com base nesta assertiva, pode-se construir um edifício lógico que explica a cura pela Fé, que se faria com os mesmos elementos utilizados na cura pela Razão. Em outras palavras: religião e ciência são campos diferentes porque são resultantes de métodos diferentes na sua abordagem intelectual - sabemos todos - mas tão somente porque são diferentes essas abordagens, dos mesmos fenômenos neles observados."

Recomendo a quem não leu a íntegra desse texto, fazer uma visita a ele, publicado neste blog em 12 de abril deste ano. Neste exato momento está sendo noticiado pela televisão, que o Papa Francisco acaba de assinar sua primeira encíclica, com a coautoria do Papa Bento XVI, ainda vivo e portanto ainda Papa - como vaticinado aqui - apesar de sua propalada renúncia ao cargo que se supunha ser e é vitalício, pela vontade de Deus, conforme sempre divulgado. Com o título A Luz da Fé / Lumen Fidei - sem ainda conhecermos o seu texto - podemos auferir a ideia de que se trata de um texto de Bento XVI que Francisco I recebe, apoia e adota, como se também fosse seu. Não haveria tempo suficiente para o novo papa produzir uma nova encíclica, com a profundidade e a amplitude necessárias ao tema, se não tivesse um texto praticamente pronto - ele não esperava ser papa - ao ser escolhido pelos seus pares no início deste ano.

Uma pergunta que se vai fazer nos próximos dias - não se sabe até quando - é o quanto Bento XVI influi no papado de Francisco I, com seu poderoso intelecto, isto é, com sua enorme inteligência, em marcha para a sapiência, com velocidade de processamento provavelmente maior do que a do seu sucessor, um homem que tem um perfil mais próximo de João XXIII e com metas como a de João Paulo II, entre as quais, a de entronizar Nossa Senhora como gestora da Igreja, assumindo talvez o papel do próprio Cristo. Seja como for, é científico, que a Fé é a mesma Razão, variando apenas na velocidade de processamento e na quantidade de informação dos dados que são armazenados numa unidade de memória.

No momento em que a ciência Física (operando em velocidades menores ou igual à da luz) reconhecer a ciência Psíquica (operando num campo em que as velocidades são superiores aos singelos 300 mil quilômetros por segundo), qualquer pessoa poderá comprovar cientificamente que o processamento de dados poderá ocorrer dentro e fora do cérebro humano, em velocidades maiores que a da luz. A sapiência é a mesma inteligência, quando a memória pode armazenar dados em quantidade que tende para o infinito e em velocidade que cresce também com essa tendência. Isto significa que nós, humanos, estamos evoluindo para sermos dotados de unidades de processamento de dados capazes de atuar em tais velocidades. Em outras palavras, Razão e Fé são um mesmo processo, apenas em velocidades diferentes, menores ou maiores que a da luz, que separa a Física da Psíquica. Nada mais simples de compreender e comprovar, havendo vontade para isso. Enquanto os nossos temerosos cientistas se recusarem a ver essa verdade, esses temas terão de ser tratados pela Religião, em encíclicas como esta que hoje é publicada.

Para vencer tais dificuldades impostas pelo pensamento preconceituoso de cientistas restritos aos limites da realidade física, a Religião trabalha com milagres que nada mais são do que procedimentos inexplicáveis para as mentes limitadas a velocidades pequenas, mas absolutamente aceitos por quem atua sem esses limites e são considerados místicos, que não devem ser confundidos com os mistificadores produzidos pela própria ignorância das causas dos fenômenos que observam e pretendem reproduzir. Assim, a Luz da Fé nada mais pode ser que a luz do conhecimento armazenado na memória e processado em velocidades superiores à da luz. Esperemos, portanto, o texto completo dessa encíclica, que as Irmãs Paulinas já estão prometendo vender a partir do dia 8, a próxima segunda-feira. É necessário conhecê-lo e discuti-lo com toda a honestidade possível, em busca exatamente da luz que ilumina a consciência, desde o ponto até o Universo infinito, que é o corpo de Deus.

Quem quiser saber mais sobre a Psíquica, a ciência cujo campo é o dos fenômenos cujas velocidades são superiores à da luz - o campo da atualidade - pode agora mesmo digitar no Google: "Teoria Unificada do Universo" (assim com as aspas ou acrescentando Adinoel). Se gostar do que ler e quiser ajudar outras pessoas, passe esta dica para elas. Estamos vivendo o momento em que passamos a conhecer "o outro lado do nada" (a ciência do terceiro milênio), aquela que acaba com este velho mundo, conforme foi escrito por João, o apóstolo, na ilha de Patmos, ouvindo Jesus falar na sua volta durante o Anticristo, a besta que é um processo e não um indivíduo.
 
Adinoel Motta Maia
 
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Nas livrarias:
A CRUZ DOS MARES DO MUNDO
- o lançamento da Psíquica -

 
Apenas pela Internet (www.lojasingular.com.br):
 
A NOITE DOS LIVROS DO MUNDO
- a revelação do Anticristo -
 
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