sexta-feira, 7 de setembro de 2012

DEPENDÊNCIA, INDEPENDÊNCIA E INTERDEPENDÊNCIA


Crônica

Nada mais oportuno do que conversarmos no dia 7 de setembro, sobre IN(TER)DEPENDÊNCIA!
Na medida em que evoluimos em nossa intelectualidade (ainda há quem valorize mais sua animalidade), a tendência é privilegiarmos a razão em benefício da emoção cultivada e controlada, contra o domínio da paixão, que nos traz doenças psíquicas e físicas, vícios, egoismo com roupa de amor, ódio, violência generalizada e finalmente, morte.

Não há independência nas nações sem democracia, porque as ditaduras costumam subordinar-se a interesses estrangeiros, mais econômicos do que políticos (ver o exemplo histórico brasileiro).  Por outro lado, não há democracia sem respeito à vontade e escolha do cidadão, isto é, do indivíduo que  cresce e pensa melhor na medida em que vive mais (maior experiência) e sabe mais (maior qualificação cultural e profissional). Em síntese, a valorização do indivíduo determina sua capacidade de escolha dos seus governantes em processos democráticos.
 
Assim como esses indivíduos não vivem isolados e dependem de suas relações com outros indivíduos, as nações também dependem, econômica, financeira, social, cultural e politicamente de outras nações. Não há nação rigorosamente independente. A Alemanha de Hitler tentou ser e fazer o que queria, dando no que deu. Hoje, a Europa é um conglomerado de nações, como os estados brasileiros e norteamericanos o são, constituindo federações. A Europa tende a ser os Estados Unidos da Europa. Sem amadurecimento político, não conseguirá atingir esse objetivo sócio-econômico. Enquanto estiver dominada pelas paixões patrióticas que têm provocado muitas guerras, deixará de colher a emoção da união, que só o amor promove.
 
O Brasil só conseguiu ser o País que é, porque os portuguêses foram capazes de unir todas as tribos e colônias num sistema de capitanias hereditárias controladas pela Corôa, mantendo-as sob o domínio de Portugal até sua independênica, unificando todo o território e colocando no trono brasileiro o filho do rei português. D. Pedro I, que depois seria rei em Portugal, como D. Pedro IV, declarou o Brasil independente, ficando tudo em família, ao contrário do que aconteceu com as colônias espanholas, desagregadas, cada uma com sua independência particular. Assim foi, porque quando Portugal descobriu o Brasil em 1500, tratou-o como um pai trata o filho no seu nascimento, entregando-o à sua mãe - a nação indígena multi-tribal então existente no seu território, cultural e politicamente primitiva, educando-a e dando-lhe uma única lingua, com uma única religião - como também ocorreu com as colônias espanholas - mas, além disso, com a fundação de um Vice-Reino e a decisão do Rei de Portugal em transferir o governo para cá, fazendo do Rio de Janeiro, por algum tempo, a capital do País, assim preparando-o para sua independência e para ser a capital do Império, sem separações. Independência essa, que, como sabemos, já vinha sendo exigida por intelectuais e comerciantes luso-brasileiros, inclusive na Bahia, onde houve lutas heróicas e assim foi concedida sob pressão, como um pai é pressionado para deixar seu filho sair de casa e cuidar da própria vida, relacionando-se com a família e pondo o sobrenome desta em seus próprios filhos.
 
É importante salientar que ao adquirirmos nossa independência política, não conquistamos a independência econômica. Saímos do domínio e influência imperialistas de Portugal para o domínio e influência capitlista da Inglaterra no século XIX e dos Estados Unidos da América no século XX, ditadura após ditadura, na República. A última, contra a qual se lutou, nos deixou  de frente para uma conjuntura econômica mundial permeada por guerras setoriais nas quais se alterou o conceito absoluto de independência para um estatus grupal, de países a formarem conglomerados com interesses comuns. O conceito de independência nacional vai se transformando em interdependência de mercados, que influem em decisões políticas, como vemos agora, por exemplo, com a Rússia se posicionando políticamente a favor da Síria porque depende econômicamente desta. Do mesmo modo como temos de ser amigos da China, no Brasil, por ser esse país nosso maior comprador de comodities. A Grécia, sem cão nem gato, submete-se ao Banco Central Europeu ou morre. Se ninguém tem mais independência absoluta, já é hora de eliminar as paixões e seguir a razão, para preservar as boas emoções da cultura e da civilização, extinguindo definitivamente nossas raízes tribais e optando por uma humanidade que reconhece sua condição intelectual.
 
Adinoel Motta Maia

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

RESPONDA: QUEM SOU EU?

Crônica

   Desde minha adolescência, escrevendo contos ou lendo romances, dei especial atenção à ficção policial de mistério. Sem perceber isso, sempre tive uma preferência por questionar e investigar o que me cercava, a origem das coisas, a razão da existência, a causa dos fenômenos. Naturalmente, isso me levou aos autores estrangeiros, por absoluta falta de autores brasileiros com textos investigativos, fossem filosóficos, fossem científicos, fossem literários, nas bibliotecas e nas livrarias. Conheci os brasileiros contemplativos por imposição da escola, mas nenhum deles me propôs qualquer descoberta, além da realidade rural ou urbana de um país de pobres que se acomodam e de políticos que os exploram.
   Neste mês de agosto de 2012, completando 75 anos de vida, olho para trás e não me arrependo de ter seguido a minha senda, subido a minha escada, em busca de novos panoramas e horizontes, valorizando o ainda desconhecido, sem entender ou aceitar pessoas que não se interessam pelo que pode haver ao fim da sua rua, fora do seu bairro, além da sua cidade, cultivando a mesmice do dorme e acorda e o conforto do não me incomode com problemas existenciais ou conjunturais.
   Olho para as comunidades e vejo apenas rebanhos. Gado humano, como há o ovino, o bovino,,,
   Um desperdício do potencial que cada ser humano tem, geralmente menosprezado por falta de uso do cérebro além do que precisa para a própria subsistência, as repetidas e automáticas orações aos santos e a diversão com novelas e programas de auditório na televisão.
   Por exemplo, as comunidades não discutem a existência, a natureza ou a presença de Deus. Comunidades se reúnem numa igreja, seja qual for a seita, para ouvir o pastor de ovelhas, isto é, de pessoas que nada pensam e são criadas apenas para dar lã, leite e carne. Quando algum indivíduo, nessa comunidade, propõe essa discussão, é considerado ovelha negra e costuma ser ignorado ou expulso. Há quem o agrida e há quem o despreze, por não considerá-lo boa companhia. 
   Costuma-se ouvir, que este ou aquele assunto "não me interessa".
   Nesse caso estão os assuntos que exigem um pouco mais de atenção, de estudo, de análise e até mesmo, de investigação, que pode ser estimulante, mas que a maioria diz ser cansativa. Há um momento, no início da vida humana, ainda dentro do útero materno, em que a mãe tudo dá ao feto. É bom saber que nesta fase, o ser humano é quase apenas mais um órgão do corpo da mulher que o gera, dependendo dela para crescer, formar seus próprios órgãos, mover-se, sentir dor ou prazer e até pensar. Sustenta-se com a energia vital que a mãe retira do Sol, ao respirar o ar onde aquela se dissipa; e a energia motora, que adquire com os alimentos que ingere. Ao nascer, cortando-se o cordão umbilical, o feto deixa de receber tais energias e morreria imediatamente, se não pudesse aspirar por conta própria o ar com a energia vital do Sol, não se mantendo, sem o alimento, o leite materno, logo ingerido.
   A maioria das pessoas não sabem disso, nem querem saber...
   Nunca pensaram nisso e têm raiva de quem pensa...
   Nada é mais importante para um ser vivo do que a sua própria vida. Apesar disso, são poucos os que se interessam por investigar como é que a vida surge neles e um dia se afasta. Seu cérebro está acomodado, viciado com as paixões e fechado para a investigação. As pessoas se apaixonam com o que vêem, ouvem, tocam, degustam e cheiram e não raramente, satisfazem-se com essas emoções. Raras são as que descobrem o prazer maior da descoberta proporcionada pelo cérebro, quando, por exemplo, recebem a revelação de que não estão limitadas a ouvir música, mas podem compor uma canção. Não estão limitadas a ler uma notícia, mas podem produzir uma ao descobrir uma nova estrela no céu. Não estão limitadas a ver um filme sobre o câncer, mas podem pesquisar como curá-lo.
   Não estou perguntando a ninguém sobre o que cada um está investigando, neste momento, mas posso dizer que um começo é tentar responder à pergunta: quem sou eu? Podem, todos, ter a certeza de que, para essa pergunta, não há duas respostas iguais em todo o Universo.
 
Adinoel Motta Maia
 
 
LEIAM TAMBÉM NO BLOG 
o MANIFESTO DO APOCALIPSE
  
    

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A paciência que leva ao Reino do Céu

Crônica 

Adinoel Motta Maia

 Alguém pergunta:
   -- O que é uma ilha?
   Outrém responde:
   -- É um monte de terra cercado de água por todos os lados.
   O primeiro retruca:
   -- No Brasil, é um grupo de homens honestos, cercados por milhões de corruptos, isto é, corruptores e corrompidos.
   A anedota serve como entrada num assunto que nos envergonha, como brasileiros, mas que sobretudo nos preocupa.
   O Brasil está morrendo de câncer.
   Um câncer já em metástese, comprometendo todo o tecido social. O câncer da corrupção.
   Morrem as células boas, envolvidas pelas células más, que estão em todos os órgãos... públicos e privados.
   Na população, os eleitores estão alimentando pesquisas onde conhecidos corruptos lideram os índices, cada vez mais populares, porque compram votos com ajuda pecuniária diretamente distribuída aos ditos "miseráveis", isto é, gente trabalhadora que sai do emprego para receber a ajuda do Estado, enquanto os verdadeiros miseráveis são cada vez mais numerosos, nos passeios das ruas, nas grandes cidades, sem sequer serem vistos pelos agentes dos governos.
   Nesse quadro, verifica-se um proposital abandono da educação fundamental, para que subam os índices de ignorância e de doença - esta é fruto sobretudo da má informação que promove os maus costumes - porque são exatamente estes os que provocam o assistencialismo social, sem que se perceba as pessoas que estão sendo manipuladas para que não tenham condições de gerir seu próprio destino.
   Assim como há dependentes de drogas, os há, de esmolas mascaradas por siglas de programas sociais.
   A gente que se sente beneficiada por estes, acrescenta expedientes desonestos para ganhar favores e dinheiro extra, enchendo as ruas e exercitando a mendicância, quando não o furto.
   Outros há, que são estimulados a praticar "atividades artísticas" que dependem apenas de alguma gesticulação grotesca, ao som de tambores, comportando-se nas ruas e até em palcos improvisados, como se fossem animais no cio. Tudo isso com apoio até de segmentos da mídia e de patrocínios empresarias, a título de ajuda social. Há quem escreva, recomendando aos leitores não ver, não ouvir e não falar, para ser feliz. Uma opção por ser "vegetal", oferecendo-se como anteparo para os resíduos lançados pelos animais, quando há pouca reação intelectual. Cada vez menos...
   A omissão chega a ser criminosa.
   Há quem se elogie por saber atravessar a tempestade sem ser atingido pelos raios.
   Temos de valorizar pessoas que se destacam por suas ações e realizações, considerando primitivos, perto dos animais, os seres humanos que apenas comem, dormem e se reproduzem.
   Reprodução que aumenta estupidamente a população, em nome do aumento dos mercados que aumentam o consumo e melhoram os índices econômicos... até que a bolha explode e a crise se estabelece, arrastando bons e maus, bípedes e quadrupedes.
   Mais do que nunca é necessário voltar a ler os textos longos e menosprezar as figurinhas com legendas da mídia eletrônica.
   Ao lado da história das nações, da história da humanidade e da evolução do ser humano, apresenta-se a involução do quadro social na direção da animalidade, onde e quando o indivíduo é penalizado pelo ambiente selvagem em plena urbis... 
   Há cenários onde já não se distingue os homens dos cães...
   Em 1798, o mundo tinha um bilhão de habitantes.
   Em 1930, dois bilhões.
   Em 2030, terá oito bilhões.
   Há, contudo, uma boa notícia.
   Quem cultiva a paciência  e cresce na sua intelectualidade, evolui para a sapiência.
   Este e só este, entrará no Reino do Céu.

sábado, 14 de abril de 2012

ENGENHARIA: INDÚSTRIA E CONSTRUÇÃO

Imóveis, automóveis e livros são
elementos de um mesmo universo?



Anos atrás, na recepção da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, uma pessoa me disse que a atividade editorial não era industrial, existindo apenas a “indústria gráfica” como produtora de livros, sob o argumento de que o editor apenas junta ao produto gráfico os mecanismos de promoção e venda dos livros.
Essa pessoa, então trabalhando ali, tinha sido proprietário de uma gráfica em Salvador, uma cidade em que as empresas gráficas apenas mecanizavam a impressão de letras e figuras, tomando o nome de Editora, quando produziam livros, revistas e jornais.
Eu estava ali como portador de um convite do Instituto Baiano do Livro, para um evento que pretendia reunir segmentos da indústria editorial, em busca de uma solução para o marasmo baiano no setor. Não quis discutir o assunto, saindo da sala com vontade de mostrar a linha de produção de um livro, que começa com o autor da obra, a criá-la, planejá-la e escrevê-la graficamente; seguindo-se a revisão do texto, a ilustração quando necessária, a diagramação do conjunto, a criação da capa; a impressão e encadernação; tudo isso decidido e contratado a diversos profissionais pelo “editor” do livro, que também é contratado pelo Editor, empresário, dono da Editora que registrará, publicará, promoverá e divulgará a obra, cuidando posteriormente de eventuais ampliações e reedições até em outros idiomas e tudo o mais que faz de um livro não apenas um produto gráfico, mas um “produto editorial”.

Assim também ocorre com a “indústria automobilística”, por exemplo, que se vale da criação de protótipo na prancheta, depois em modelo sólido, sendo em seguida levado, peça por peça às diversas fábricas da indústria mecânica para a fabricação de todas elas, posteriormente reunidas numa linha de produção da montadora de automóveis, empresa esta que também promove e vende os veículos resultantes de todo o processo.
Assim como a indústria editorial precisa da indústria gráfica, a indústria automobilística precisa da indústria mecânica.
Dizer que não existe a indústria editorial é o mesmo que dizer não existir a indústria automobilística. Teríamos assim apenas a indústria gráfica e a indústria mecânica, nesses casos.

Podemos ir adiante, trazendo para o nosso caldeirão alquímico, cada um dos departa-mentos de engenho e arte, cada uma das outras engenharias, como aquela que se dedica à construção de edifícios, isto é, dos imóveis que agregam elementos construtivos a um terreno com perícia para criar uma estrutura.
Evidentemente, estamos tratando da “in-dústria imobiliária”, que, como a automobilística, parte de um processo de criação, um protótipo (maquete), um projeto multidisciplinar (arquitetônico, estrutural, elétrico, hidráulico, mecânico, etc), operações financeiras, obras de terra, de estrutura, de instalações e de acabamento; tudo isso sendo concluído, igualmente, com ações de promoção e venda.
Costuma-se dar ao conjunto dessas atividades o nome de “indústria da construção”, o que me parece inadequado porque construção é indústria. Vejamos o que diz o dicionário do Aurélio:

•Construção – Ato, efeito, modo ou arte de construir / dar estrutura.
•Indústria – Destreza ou arte na execução de um trabalho manual/ aptidão / perícia.


Assim, para evitar uma expressão de caráter redundante, é melhor escrever e falar “indústria imobiliária”, quando se trata de construir edifícios.
Já passando o tempo em que o dono de um terreno resolvia fazer um prédio com três, seis ou dez apartamentos para venda, simplesmente entregando uma chave a cada comprador, ao fim da obra, temos agora as grandes empresas que estocam terrenos, contratam projetos e os mais diversos serviços de construção, depois de longo processo para a aprovação do projeto na Prefeitura e a incorporação que dá ao prédio uma convenção e um condomínio, só então partindo para a promoção e venda de cada unidade (apartamento ou sala) e o início das obras, com cronograma estabelecido.
Esse processo assim rigorosamente industrial deve ser reconhecido como tal, sendo a construção de edifícios a atividade industrial que hoje mais precisa de mão de obra individual, com perícia cada vez maior.
Tudo o que promove a estruturação de um conjunto a partir de um projeto e ações agregadoras, de modo a oferecer um produto físico completo, pronto para uso ou consumo, é, portanto, uma indústria. Seja esse produto um livro, um automóvel ou edifício, do mesmo modo que um televisor, um armário, um lápis, um biscoito, etc...etc...etc...

Nesse sentido, permita-se que eu volte aos meus tempos de colunista do Jornal da Bahia, assinando o “Consultório Imobiliário” e cadernos especiais dedicados aos imóveis; para propor agora uma revolução na indústria imobiliária, tão grande como aquela que foi feita com o advento do elevador elétrico.
Este mecanismo permitiu o aproveitamento do concreto armado – que venha também o aço – para elevar os edifícios a dezenas de pavimentos, centenas até.
Acontece que esses novos prédios estão apenas crescendo, mas ainda não se ajustaram à revolução tecnológica dos aparelhos eletro-eletrônicos de última geração, isto é, dos aparelhos que tornam nossas vidas mais alegres, racionais, seguras e confortáveis.
Já não basta projetar e construir paredes, pisos e tetos, que se reveste e pavimenta a critério dos decoradores.
Aos projetos arquitetônico, estrutural e de instalações, já se exige acrescentar o funcional inteligente, com o uso do computador para organizar o tempo das pessoas e o funcionamento dos diversos aparelhos domésticos, sem as improvisações costumeiras e necessárias nos apartamentos que hoje se constrói.

Por outro lado, para que a revolução seja completa, há que se pensar em um novo conceito de habitação e trabalho. Com os engarrafamentos caóticos, no trânsito de automóveis, o sonho de todos é sair da cama para uma cozinha que seja sala de jantar, saindo daí para o escritório, no mesmo prédio, mas não dentro do apartamento, ao qual se deve dar privacidade crescente, não só social como familiar.

Na medida que evolui, o homem é mais intelectual e consequentemente, mais individual, com direito ao isolamento eventual.

Os bons arquitetos já estão ligados nisso.
Que venham, portanto, os edifícios mistos, dos quais só seja necessário sair para as compras e o lazer social, aquele que se faz em público ou com os amigos.
O desafio maior é usar a inteligência de modo a não onerar o custo final da unidade habitacional, que ganha em qualidade mas não precisa aumentar em área, sendo a sofisticação opcional.

Adinoel Motta Maia


Leia-se também:
http://adinoel-blogart.blogspot.com.

terça-feira, 27 de março de 2012

DO INFINITÉSIMO AO INFINITO

Fundamentos para a estrutura da consciência,
e o transporte em velocidades superluzenses


Desde que optei por publicar meus trabalhos científicos originais na Internet, tenho ouvido dizer que não é, este, um meio válido para a divulgação da pesquisa e das des-cobertas sérias. Talvez ainda não o seja, mas o será num dia próximo e aí, digamos, serei um dos precursores ou pioneiros.
Houve época em que os textos sérios da Ciência eram manuscritos. Depois, passaram aos livros impressos e finalmente chegaram às revistas ditas indexadas, que exigem, por exemplo, títulos de mestrado ou doutorado a seus autores. Ora, eu optei por não fazer curso de pós-graduação, porque ainda estudante universitário, já descobria coisas que não havia quem as conhecesse e portanto, quisesse e pudesse julgar meus trabalhos.

Como ocorre agora.

Assim como o livro impresso permitiu publicar com mais rapidez do que com os ma-nuscritos, a revista foi e é mais ágil que os livros e doravante a Internet é instantânea e leva o texto diretamente do autor para o leitor, no exato momento da sua concepção e até da descoberta do que está nele contido, com a devida data de registro para efeito de prioridade e direitos autorais.
Estou introduzindo a Psíquica como nova disciplina científica, para estudar os campos onde se manifestam as velocidades superluzenses, que se costuma dizer impossíveis, porque partem de vícios do pensamento orientado apenas para a realidade física, na qual foi colocada até a Psicologia.
Ora, esta se encontra perante a Psíquica, como a Fisiologia se encontra perante a Física. Não é só no homem (e em outros animais com cérebro) que há consciência.



Hoje, vamos abordar aqui, com a maior simplicidade possível, para que seja maior o número de beneficiados, a questão da duração da consciência (o tempo), já trabalhada em outros textos neste blog.
Tem havido uma tendência a ainda considerar como propriedades do “infinitésimo”, que a soma e o produto de dois infinitésimos ou de uma constante por um infinitésimo, sejam iguais a um infinitésimo. Isso só poderia ocorrer se o infinitésimo fosse igual a zero, valor ao qual poderia chegar em seu limite, quando tendendo para zero. Hoje já não se admite isso [ver análise não-standard de Abraham Robinson (1918-1974)].
Mesmo sob a perspectiva de que tende sempre para zero, nunca chega a seu limite, pelo simples fato de que não há um limite para a dimensão linear no espaço, porque este não tem fim, seja no sentido macro, seja no sentido micro, para o extremamente grande ou para o extremamente pequeno.
Desde os gregos, concebe-se pacificamente o “infinitésimo” como a quantidade variável que tende para zero, nunca chegando a este. Trabalharam com esta ideia, dois gênios contemporâneos entre si (séculos XVII e XVIII): Newton e Leibnitz. Com a teoria dos limites, tornaram-no inútil, não por inexistir, mas por ser dispensável. Agora, moderna-mente, decide-se que é indispensável. Ainda estão certos os gregos, portanto, que disse-ram ser o comprimento A infinitesimal, quando, comparado a B e multiplicado por qualquer número, por maior que seja, tenha o resultado desse produto um número sempre menor que B.
Não iremos mais perder tempo com isso.
É necessário deixar claro, também de uma vez por todas, que o infinitésimo não é apenas o infinitamente pequeno, mas também o indefinidamente pequeno, porque esse número é indefinido, é desconhecido, e inimaginável, mas é compreensível, quando dizemos que um infinitésimo é a distância que separa dois pontos tão próximos um do outro, que, se estivessem mais próximos seriam um só ponto.

Vejamos a sucessão de pontos abaixo:
...........................................................................................

Esses pontos têm apenas posição, sem qualquer dimensão que marque sua existência.
Os espaços entre eles têm uma dimensão.
É uma distância única.
Pode ser muito grande ou muito pequena.
Tão pequena que, tendendo para zero, chegará a um valor que, se o tornarmos menor, todos os pontos serão um só, porque não haverá mais distância entre eles.
Esse valor é o que chamamos de infinitésimo.
Tal valor não pode ser definido, porque, por menor que seja, sempre existirá e poderá haver um valor ainda menor, muito menor, indefinido, portanto.
Essa distância entre os pontos acima pode também ser somada, tendendo para o infinito, chegando a um valor que será o dessa soma de um número infinito de todos os
infinitésimos, à qual chamamos infinito, também um valor indefinido.
A esse conjunto dimensional universal e ilimitado, chamamos matematicamente Espaço e fisicamente, Espaço Cósmico. Não devemos chamar de espaço-tempo, pelo mesmo motivo que não dizemos espaço-comprimento, espaço-largura ou espaço-altura.
Como já vimos aqui, não há espaço sem o tempo (duração da consciência), porque isso significaria não se ter a consciência do espaço, isto é, quando a duração dela fosse zero.
Dir-se-á que estamos fora da realidade e que esses números infinitésimo e infinito são irreais.
É verdade, porque não estão no campo da Física, que é o da Realidade, com suas velo-cidades entre a nula e a da luz (300 mil quilômetros por segundo).
Estão no campo da Psíquica, que é o da Atualidade, com velocidades entre a da luz e a infinita.
Quando a velocidade é menor ou igual à da luz, nós podemos acompanhar o movimento dos corpos, das partículas e das ondas. Aí, a duração da consciência – o tempo – é muito grande, nos permite observar os fenômenos e para isso precisamos da luz.
Por isso, a realidade física começa com o Fiat Lux, a explosão de luz que inundou o espaço. Pode-se chamar essa explosão de Big Bang,quando as estruturas de consciência criaram tudo o que tem velocidade inferior à da luz, isto é, a Realidade Física.
Quando a velocidade é maior do que a da luz, a duração da consciência é muito pequena e suas estruturas são mais simples, tão simples que não se tem o que ver ou ouvir, pois só há pensamento, isto é, informação em estruturas de consciência e o que se transporta, nesse campo, são informações, dados, pensamentos. Se o tempo (duração da consciência) é zero, por exemplo, essa velocidade é infinita, isto é, está-se em todos os lugares no mesmo instante.
Já vimos aqui, que a equação básica da cinemática – [e = vt ] – comprova isso.
No campo da Psíquica, os corpos, os objetos, as partículas poderão ser transformados em informação e levados a velocidades muitas vezes a da luz, inclusive infinita, sendo assim transportados para qualquer lugar do Universo, instantaneamente.
A Psíquica, portanto, não permite a estabilidade necessária à vida, na realidade da matéria e da energia, mas o seu conhecimento e o seu domínio permite, entre outras coisas, o transporte rápido entre muitas realidades, em muitos universos como o nosso.
Com o chamado teletransporte – já explorado pela ficção científica – não se transporta ondas, partículas ou corpos, mas a informação (consciência) contida neles.

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PARA SABER MAIS SOBRE A PSÍQUICA ENTRE TAMBÉM NO BLOG

http://adinoel-blogart.blogspot.com

e leia os romances da trilogia Nortada:

A Cruz dos Mares do Mundo (já nas livrarias)
A Noite dos Livros do Mundo (publicação em julho)
A Trilha dos Santos do Mundo (publicação em dezembro)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A questão fundamental da vida

A EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES E DOS INDIVÍDUOS


Este texto detalha um tema já abordado para registro e arquivo datados, no blog http://adinoel-blogart.blogspot.com, onde o autor coloca seus estudos e pesquisas em primeira mão, refletindo posteriormente aqui, neste “espelho”, para difundi-los com mais detalhes e alguma didática, de modo a estimular a circulação de ideias e conhecimento novo, que se costuma recusar por motivos diversos, um dos quais justamente a dificuldade em absorvê-los. Justamente por isso, cabe esta abertura, porque, ainda que esteja muito bem informado, o leitor pode encontrar alguma dúvida pelo que o tema contraria não só opiniões mas conceitos formados, estruturados, cientificamente, mas ainda passíveis de revisão perante novas descobertas.
Evidentemente, não é um texto para o entretenimento, mas para o conhecimento que todos precisamos adquirir na busca da explicação para a nossa própria existência, com uma posição no contexto do Universo (e de Deus) e uma prospectiva num cenário a ser construído. O autor precisou de 54 anos de estudo, pesquisa e experimentação para se sentir encorajado a divulgar sua proposta e assim, compreende que é quase impossível a absorção, por outro leitor, deste conteúdo em apenas uma ou duas leituras. Tenham todos, portanto, algumas boas leituras... repetidas, se necessário, com um pouco de trabalho, naturalmente.



O Universo é um único espaço infinito formado por posições em quatro dimensões, de consciência pura, que alguém já designou como O NADA. Essas posições de consciência “SOU” (“EXISTO”) se relacionam com posições vizinhas e formam estruturas de consciência (psíquicas, portanto) que evoluem do ponto (posição) para a linha (uma dimensão), o plano (duas dimensões) e o sólido (três dimensões). Essa consciência do SER e do EXISTIR, se junta à posição do ponto – AQUI – para formar a consciência do ESTAR.

Cada uma dessas três dimensões é marcada numa das três direções ortogonais do espaço dito geométrico, numa atualidade psíquica (um “AGORA”, sem o tempo, isto é, sem duração ou com duração zero da consciência). Para que o espaço em quatro dimensões seja infinito, evidentemente, tem de ser infinito em suas quatro dimensões referentes às três direções e uma duração. Cada dimensão é dada por um segmento determinado por duas posições numa direção ou na duração da consciência. Assim, como há um “aqui” em cada posição da direção, há um “agora” em cada posição da duração.

A combinação dessas quatro dimensões em três direções e uma duração forma estruturas individuais de consciência (“eos”, “eons”, “egos”) que também se combinam para formar ondas e corpos, a começar por um ponto “aqui e agora” que se associa a outros três pontos “aqui e agora” formando um triângulo num plano fora do primeiro ponto, de modo que esses quatro pontos são os vértices de um tetraedro fundamental e infinitesimal – tão pequeno, que, se fosse menor, não existiria – instantâneo, de duração zero, isto é, sem qualquer medida ou dimensão no tempo.

Pode-se imaginar facilmente esse tetraedro cujos vértices estão tão próximos um do outro, que entre eles existe apenas um intervalo tão pequeno, que, se fosse menor não existiria, assim, portanto, infinitesimal.

Ainda geometricamente, isto é, sem o tempo (a duração da consciência igual a zero), se juntarmos a esse tetraedro, outro, unindo-os por um de seus lados triangulares, teremos um “sólido” com seis lados – um hexaedro – que, unido a outro igual nos daria um dodecaedro, com suas doze faces triangulares. Assim por diante, sempre acrescentando tetraedros unidos por suas faces, chegaremos a um corpúsculo quase perfeitamente esférico se ainda for infinitesimal em seu tamanho. Juntando desse modo milhões, bilhões, quintilhões... etc, deles, podemos falar em corpúsculo perfeitamente esférico, ainda no espaço tridimensional, sem duração da consciência que nos permita percebê-lo, isto é, existindo mas sem sabermos disso, porque não temos consciência em duração qualquer para tal. Estamos apenas, portanto, na geometria, sem o tempo. Em um “agora”.

Como ocorre com a junção de “aquís” geométricos (posições a intervalos infinitesimais em cada uma das três direções), também ocorre a sucessão de “agoras” (posições a intervalos infinitesimais numa única duração). É a soma desses intervalos, que nos dá uma dimensão, pois esta não existe no ponto, que tem apenas consciência da sua posição. Não houvesse essa consciência, ele não existiria. Assim, podemos dizer que cada tetraedro “pulsa” numa sequência de “existo” (em cada intervalo “agora”) e “não existo” (em cada posição puramente geométrica, sem o tempo).

É aconselhável reler algumas vezes o texto até aqui, para fixar na mente uma imagem desse conjunto matemático (sem o tempo) e físico (com o tempo), em forma de esfera, reunindo, digamos, quintilhões de quintilhões de tetraedros formados apenas pela consciência deles próprios ou de cada um de seus vértices (pontos) em posição fixa no espaço. Essa pequenina “bola” de consciência dela própria só pode ser percebida, portanto, se houver duração dessa consciência diferente de zero, isto é, se houver um “tempo” decorrido e medido entre os momentos inicial e final da observação do conjunto matemático que assim se torna físico e consideramos um “corpúsculo” ainda estático. Se já podemos visualizar isso com a imaginação (consciência), devemos prosseguir no estudo que é mais do que simples leitura.

Neste momento, já podemos falar nas duas leis fundamentais da Psíquica, uma nova disciplina que estamos introduzindo para estudar esse campo do conhecimento. São elas:

Lei da atração: a consciência atrai a consciência na razão direta da sua quantidade de posições e na razão inversa da distância entre estas(esta lei tem enunciado similar ao de uma das leis de Newton, que é particular para o caso da atração gravitacional, que, como veremos em outro texto, aqui, também é consciência).

Lei da evolução: a consciência se estrutura de modo a aumentar sua complexidade na razão direta de seu volume e na razão inversa da duração entre as solicitações das suas necessidades ontológicas.

Assim, a evolução da consciência ocorre com o aumento da complexidade de sua estrutura psíquica, passando do ponto para o tetraedro, para a esfera (corpúsculo ou partícula livre de quase matéria) e finalmente para as mais diversas formas de matéria estruturadas em corpos de inúmeros tamanhos, todos reduzíveis a ondas, que nada mais são do que resultado da transformação estrutural da matéria formada por partículas (tetraedros em esfera) em energia formada por ondas (tetraedros unidos em linha).

Nesta sequência surge a consciência do FAZER (após a do SER e a do ESTAR), quando as estruturas mais complexas mudam de posição (já com o tempo, com o qual surge a velocidade, fundando-se a cinemática) e em seguida promovem a ação da força que cria a dinâmica. Fiat lux. Surge o fóton, com o qual nasce a realidade Física da matéria e da energia, ainda com a Psíquica nas suas entranhas, porque tudo é consciência. A luz surge numa explosão, que foi ridicularizada com o nome de Big Bang, por um grande autor de ficção científica.

As partículas livres de quase matéria se atraem e giram, umas (elétrons) capturadas pela atração de outras (quarks), formando átomos, moléculas, substâncias... matéria inicialmente em estrelas, depois planetas, depois seres nas superfícies destes, que evoluem em corpos gasosos, líquidos e sólidos, na seguinte sequência, na Terra:

1. Seres minerais = rochas (surge a reação química)
2. Seres vegetais = plantas (surge a vida)
3. Seres animais = bichos (surge o movimento, anima, alma)
4. Seres intelectuais = homens (surge a capacidade de interpretar e criar)

Sabemos que cada um desses conjuntos se distribui em diversas espécies, que também evoluem numa diversidade ilimitada, sempre atendendo a “segunda lei fundamental”, conforme a necessidade e a oportunidade de realização ontológica e adaptação ao ambiente, nesta ordem. Assim, há uma graduação evolutiva dentro de cada conjunto ontológico, de modo que, no humano, por exemplo, temos uma linha que começa com os selvagens (ainda quase apenas animais com baixa intelectualidade) e prossegue numa sequência de evolução da intelectualidade que cresce com a aquisição de mais conhecimento, preparando a passagem do ser intelectual para o ser sapiencial, isto é, aquele que já não tem mais o que aprender na escola infernal da Terra onde também se purga para corrigir os próprios erros e renasce no Reino do Céu, que as religiões consideram o Paraíso.

Cientificamente, portanto, esta é a nossa senda, cabendo a cada um situar-se nela e trabalhar (até lutar) para chegar ao seu fim, aprimorando a consciência. Naturalmente, quanto mais coletivo é o ser, em toda a linha de evolução, mais bruto ele é, mais baixo é o degrau da escada que deve subir e mais longe está da altura em que descortina o horizonte do belo panorama da verdade. Começa-se como uma pedra, que se destrói e reage, porque tem consciência – o minério de ferro reage ao ataque do oxigênio da atmosfera e transforma-se em argila – como foi consciente o surgimento da molécula de ADN que se dividiu em duas, inventando a reprodução, que criou a vida na célula e fundou o reino vegetal. Ainda foi a consciência que implantou a alma, que não é o ego físico ou “espiritual” que se costuma aceitar como elemento eterno do homem, mas tão somente uma força que permite o ser vivo mover-se (“anima” significa “movimento”), passando do vegetal para o animal, que inicialmente era coletivo (desde os micróbios, as formigas, os cupins e as abelhas até os cardumes de peixes e os bandos de aves), evoluindo em direção aos egos mais complexos da intelectualidade, com animais que abandonam os bandos e se isolam, optando pela individualidade, que o permite evoluir psiquicamente com maior velocidade, transformando o corpo conforme suas necessidades para cumprir novas funções, que exigem outros órgãos, outras capacidades, experimentando e sofrendo na escola da vida, que se repete em etapas e eventos de morte e renascimento, pagando em cada etapa pelos erros cometidos na anterior – só assim se aprende e evolui – de modo que a todos é permitido crescer da pedra até o homem.

O que caracteriza o gênio é a paciência e sua disposição em isolar-se para crescer até atingir o que os budistas chamam de Nirvana, ponto culminante do conhecimento do Céu e da Terra, por já haver experimentado o Inferno, o Purgatório e o Paraíso, oferecendo-se ao último degrau da evolução e chegando ao Ser Sapiencial, no Reino do Céu, capaz de voltar à Terra como intelectual, ligado ao cérebro de um homem, como foi Jesus, justamente para falar aos homens e dar-lhes a boa notícia dessa evolução, sem que estes o compreendessem.

Neste ano de 2012, que é apenas o fim de um ciclo astronômico que marcava o calendário maia, há especulações sobre um fictício fim do mundo. Não há, nunca houve e jamais ocorrerá um fim do mundo. Este apenas se transforma, porque tudo evolui, inclusive os planetas, que são seres vivos minerais, sem reprodução, mas com consciência própria, também em evolução. A “morte” é parte da vida, como o fim de um período letivo na escola. A nossa Terra processa períodos, ao fim dos quais morrem muitos seres na sua superfície e no seu interior, para que os erros sejam apagados e os egos que se ligaram em cérebros inadequados, por excesso de população, sejam desligados deles e retornem aos seus lugares – este é um outro assunto – onde ainda têm o que aprender, antes de ocupar degraus superiores.

Na última vez em que esse julgamento ocorreu – antes da última Idade do Gelo – havia uma civilização tecnologicamente avançada na Terra, similar à nossa, atual, com suas máquinas voadoras e seus palácios maravilhosos. Achados arqueológicos recentes, mal interpretados por curiosos do tipo Erich von Daniken, estão levando à crença de que fomos visitados por seres das estrelas além do Sol. Basta dizer que nossas astronaves levariam oitenta mil anos para chegar à estrela mais próxima de nós, para se ter uma ideia do que seria um intercâmbio no espaço cósmico.

Estamos trabalhando para que 2012 seja, sim, o ano do fim da ignorância, pois não há como ser o fim do mundo. Estamos num processo crescente de desrespeito à Natureza, sabendo que esta reage indiscriminadamente, com a morte de culpados e inocentes. Não é inocente, contudo, o alce que vai se alimentar no campo dos leões. A ignorância que leva o homem a fazer casa em encostas e em vales molhados o faz culpado de sua própria morte, num deslizamento ou numa inundação. Há quem prefira passar dias e noites na brincadeira, na festa, nos bares, ao invés de estar lendo ou consultando o Google, em casa. O que se pode fazer? Cada um tem de aprender a andar na senda da evolução, caminhando nela, com os próprios pés e escolhendo onde pisa. Há quem perca um dia a conversar com as flores do campo, que colhe e assim, demora bem mais tempo para chegar ao destino.

Adinoel Motta Maia

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

2012 - O FIM DE UM MUNDO SEM A PSÍQUICA

A REVOLUÇÃO QUE MUDARÁ A FÍSICA E CRIA A PSÍQUICA

O ano de 2012 começa com amplo noticiário sobre as crises social, política, econômica, financeira e ambiental em todo o mundo, mas pouco ou nada se fala sobre a crise moral, que é a causa de todas as outras. Ao contrário, há setores da mídia que até estimulam a divulgação do erotismo, da violência, do crime, em busca de mais leitores e maior audiência, sem os quais não são pautados pelos anunciantes. Assim, acabam valorizando o que deveria ser criticado, menosprezado, escondido. Essa prática é consequência da ignorância e da ganância que explora os valores animalescos e passionais, desprezando-se os racionais e virtuosos.

Nesse cenário, somos todos responsáveis e não devemos errar por omissão. É difícil e lamentável, mas é necessário dizer, que a humanidade teve o seu roteiro desviado pela ação materialista da sua Ciência no século XX, acumulando erros a partir de Albert Einstein, que se juntaram aos de Darwin e Freud, este colocando a Psicologia no escopo da Física, isto é, do cérebro humano, sem conhecer a Psíquica, nas raízes da consciência sem o cérebro; e aquele tratando da origem das espécies, sem fazer referência à evolução das estruturas de consciência que a determinam.

Assim, neste momento, devemos negar a fantasia da destruição do mundo – como estrutura planetária ou cósmica – em 21 de dezembro de 2012, mas podemos anunciar que agora começa o ano em que se determinará o fim da Física como mentora desse mundo. Neste 2012, morrerá a Física que nega a existência de Deus, (ver em http://adinoel-blogart.blogspot.com), porque já se sabe que não há Física sem o tempo e jamais se deveria ter tratado deste sem saber que é a duração da consciência das outras dimensões do espaço, medidas em três direções ortogonais.

Em 2012, portanto, morrerá a Ciência que determina um mundo exclusivamente montado na energia e na matéria, um mundo que se restringe a manifestações cujas velocidades não ultrapassam a da luz. Em 2012, a Psicologia, que hoje é parte da Biologia, que é parte da Física, verá que o Ego Consciente mortal, sediado no cérebro, está apenas num “disco rígido” que se comunica com o Ego Inconsciente imortal, fora do cérebro, num ambiente onde as velocidades são superiores à da luz, no campo da Psíquica, muito além da Psicologia... e de Freud.

A Psicologia está para a Psíquica, como a Fisiologia está para a Física.

Em 2012, se verá que as espécies não são apenas as vivas, estudadas por Charles Darwin, no campo exclusivo da Biologia, mas começa na Matemática, com tetraedros que formam ondas e corpúsculos, que se estruturam em energia e quase-matéria, depois matéria; desde a essência (consciência), daí evoluindo para a existência (corpo mineral), a vida (corpo vegetal), a alma (corpo animal), o intelecto (corpo humano) e finalmente a virtude (corpo astral).

Adinoel Motta Maia (*)

(*)Ver mais em “A Cruz dos Mares do Mundo” (distribuição e venda pela Singular em e-commerce, entrando no site www.lojasingular.com.br e nas boas livrarias). O engenheiro e professor universitário Adinoel Motta Maia (74 anos) dedicou sua vida, desde os 20 anos, à pesquisa e ao estudo filosófico e científico do Ser, do Estar e do Fazer, desde o Nada. Seu primeiro livro (Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus. Edições Melhoramentos, São Paulo. 1981) fez uma primeira abordagem cosmológica do seu pensamento. Em 2007, publicou um artigo na Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, intitulado “Teoria Unificada do Universo”. Agora, está lançando sua trilogia “Nortada”, cujo primeiro livro já está nas livrarias (pedidos à distribuidora por e-commerce, pelo site acima) com o título “A Cruz dos Mares do Mundo”. Até o dia 21 de dezembro de 2012, serão publicados os outros dois: “A Noite dos Livros do Mundo” e “A Trilha dos Santos do Mundo”.