quinta-feira, 22 de julho de 2010

A EVOLUÇÃO DAS ESTRUTURAS PSÍQUICAS E FÍSICAS


A CONFIRMAÇÃO CIENTÍFICA DE QUE A EVOLUÇÃO DAS ESTRUTURAS PSÍQUICAS É A CAUSA DA EVOLUÇÃO FÍSICA DAS ESPÉCIES MINERAIS, VEGETAIS, ANIMAIS E INTELECTUAIS

PRIMEIRA PARTE

Vamos começar com um assunto que costuma provocar muita discussão: o que é e o que não é científico. Vamos ver o que é “ciência”. Tenhamos paciência. Quem não a tem não chega ao reino de Deus. Vejamos o que diz um dos mais conceituados dicionários da língua portuguesa, o de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira:

CIÊNCIA. 1. Conhecimento. 2. Saber que se adquire pela leitura e meditação; instrução, erudição, sabedoria. 3. Conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto, especialmente os obtidos mediante a observação, a experiência dos fatos e um método próprio (ciências históricas; ciências físicas). 5. A soma dos conhecimentos humanos, considerados em conjunto. 6 (Filosofia) Processo pelo qual o homem se relaciona com a natureza visando a dominação dela em seu próprio benefício. [Atualmente este processo se configura na determinação segundo um método e na expressão em linguagem matemática de leis em que se podem ordenar os fenômenos naturais, do que resulta a possibilidade de, com rigor, classificá-los e controlá-los].

Agora, vamos ver o que é “evidência”, nas palavras do mesmo Aurélio:

EVIDÊNCIA. 1. Qualidade ou caráter do evidente (que não oferece dúvida; que se compreende prontamente, dispensando demonstração; claro, manifesto, patente); certeza manifesta. 2 (Filosofia) Caráter de objeto de conhecimento que não comporta nenhuma dúvida quanto à sua verdade ou falsidade.

Os demais dicionários dirão a mesma coisa, com estas ou outras palavras. Estamos, assim, armados para enfrentar a discussão sobre este assunto, acima proposto.

Comecemos com uma frase fundamental: todo conhecimento é “ciência”, sim, mas pode não ser um conhecimento “científico”. Este termo é reservado para aquele conhecimento obtido mediante a observação, a experiência dos fatos e um método próprio, por isto mesmo dito “método científico”, que exige rigor na sua formulação, execução (controle) e interpretação dos resultados obtidos com aquela observação e aquela experimentação. Há quem fale em “rigor acadêmico”, porque a Academia (as universidades, por exemplo), costumam considerá-lo como condição sem a qual os resultados não devem ser aceitos.

O maior objetivo da pesquisa “científica” é a busca do conhecimento novo, isto é, aquele que ainda não existe mas é considerado necessário para a compreensão ou definição de um objeto ou um fenômeno natural. Nesta busca, parte-se de uma idéia, uma conjetura, uma hipótese, uma teoria, progredindo-se em complexidade de estruturas racionais de pensamento, que são colocadas à prova, em laboratórios na própria natureza ou construídos pelo homem. A pesquisa científica termina com a chegada a uma ou mais evidências, conhecida(s) como “prova(s) científica(s)”.

É sempre uma prova “científica” (ou mais) que comprova uma teoria, tornando-a aceita, pelo menos, até que outra a contrarie e substitua. Assim, é sempre desejável que já se parta de evidências para formular uma teoria qualquer, porque dessa forma se chega a esta teoria, sem qualquer dúvida, quanto à verdade ou falsidade do que se quer afirmar ou negar.

Em Filosofia, ainda nas palavras de Aurélio, EPISTEMOLOGIA é o “estudo crítico dos princípios, hipóteses e resultados das ciências já constituídas, e que visa a determinar os fundamentos lógicos, o valor e o alcance objetivo delas. É a teoria da ciência”. Tem sido, contudo, essa epistemologia usada nefastamente para impedir que teorias estabilizadas por interesses meramente acadêmicos de autores, professores e pesquisadores preguiçosos satisfeitos com as coisas como elas estão, sejam substituídas por outras mais próximas da verdade, constituindo um freio na progressão do conhecimento novo. Costumam, tais “senhores feudais” do território científico, barrar novas idéias, negando evidências que surgem do processamento neural de acumuladores de novos dados, no cérebro humano, acusando-os de “meros especuladores”, com medo de que estruturas clássicas ou modernas do mundo científico sejam destruídas e obriguem os já acomodados a voltar a estudar.

NESTE BLOG, SEMPRE ESTAREMOS TRABALHANDO COM NOVAS EVIDÊNCIAS, AINDA QUE ISTO DESTRUA ALGUMA TEORIA OU PROPOSTA CONSAGRADA, DITA CIENTÍFICA, MAS PROVISÓRIA.

EVIDÊNCIA 1
É evidente que há um único espaço infinito, que devemos chamar de O ESPAÇO, constituído por inúmeros espaços limitados, conhecidos por suas dimensões e preenchidos por estruturas as mais diversas, psíquicas e físicas. Isto é evidente porque NÃO PODE SER DE OUTRA FORMA OU NATUREZA.
Qualquer que seja o nível intelectual do ser humano, pode este compreender que há sempre espaço além de qualquer objeto ou ambiente, em qualquer direção ou com qualquer duração, de modo que, por maior que seja, não pode deixar de haver algo depois, ainda que vazio, ainda que se chame de “nada”. O que limita o espaço é a mente limitada, dos seres menos ou não intelectuais. Um cão ou um inseto, por exemplo, não pode compreender isso, porque sua estrutura mental é insuficente para tal, só aceitando o espaço que podem perceber à sua volta. Há seres humanos, primitivos, que embora tendo cérebro para atingir novos e maiores horizontes, não está, este, suficientemente treinado para tal, limitando-se a encarar e aceitar o próprio ambiente, apenas.
NÃO É FÁCIL FAZER NO CÉREBRO, A IMAGEM DO ESPAÇO INFINITO, MAS É EVIDENTE QUE SÓ ESTE, O TOTAL, AINDA QUE FOSSE VAZIO, É
O UNIVERSO
“O CONJUNTO DE TUDO QUANTO EXISTE NO ESPAÇO” SEM FIM.
EVIDÊNCIA 2
É evidente que há consciência em todo o espaço infinito, pelo simples fato de que não há espaço se este não É espaço. Não há homem se este não É homem. Não há árvore se esta não É árvore. Não há micróbio se este não É micróbio. E assim por diante ou para trás ou para os lados, ou para cima e para baixo. Por isso, os iluminados que escreveram os textos ditos sagrados, disseram que NO INÍCIO ERA O NADA e que NO INÍCIO ERA O VERBO, ou que NO INÍCIO OS ATRIBUTOS DE DEUS CRIARAM O CÉU E A TERRA. Porque não é preciso ser cientista para conhecer as evidências e por isso, são evidências que podem ser vistas por todos, sem deixar dúvidas, desde que o campo de estudo esteja iluminado.

Foi dito acima que o conceito de infinito significa que não há fim em qualquer direção nem em duração. Se não há fim, não há início, porque o início nada mais é do que o fim no sentido inverso. Nos textos antigos, onde se escreveu “no início”, leia-se portanto “no início da criação de todas as estruturas, era o nada” ou “era o verbo” ou “os atributos de Deus criaram o céu e a terra”. É este o início de que falam os textos antigos. O início, não do ESPAÇO ou do UNIVERSO, mas das coisas criadas nele.

Hoje, escreveríamos:
“No início, quando apenas havia o verbo SER e o NADA (nenhuma estrutura), o ESPAÇO era apenas consciente de si mesmo. Sendo infinito e não havendo nada, que não fosse ele, não haveria quem tivesse consciência dele e só ele tinha consciência de si próprio. Se não a tivesse, não existiria”
.
É evidente, portanto, que O ESPAÇO sempre É (este é o verbo), nunca teve início e jamais terá fim, porque, assim como não foi criado, não será destruído. O que determina sua existência é tão somente a consciência de que É. Eternamente. Nessa existência, só havia ele, O ESPAÇO, não havendo nada nele, NO ESPAÇO. Por isso, era o NADA. O que eram, então, os ATRIBUTOS DE DEUS (o Elohim do texto hebraico bíblico, traduzido como Deus)? Nada mais eram do que A CONSCIÊNCIA DO ESPAÇO. Foi essa consciência (atributos) quem criou o céu e a Terra. A essa consciência, chamamos até hoje: DEUS.

EVIDÊNCIA 3
O espaço infinito nada mais é do que uma infinidade de pontos tão próximos um do outro, que, se fossem mais próximos seriam um só. Não há matemático ou geômetra que não concorde com isto.
Todas as pessoas que exercitem o cérebro reconhecem esta evidência, desde que saiba que um ponto é apenas uma posição no espaço, sem qualquer dimensão. Um ponto não é aquele desenho que se coloca num papel com a ponta da caneta. Esse “ponto”, assim marcado no papel é um círculo com diâmetro de um milímetro ou menos. Não se pode desenhar ou marcar um ponto. Conhece-se sua posição no papel por suas coordenadas, tomando-se uma escala qualquer nas margens desse papel. Assim sem dimensão, apenas posição, cada ponto pode estar tão próximo de outro, que entre eles há um intervalo tão pequeno, que, se fosse menor, não existiria. Ninguém tente imaginar quão pequeno seria este, pois passaria toda a vida sem jamais determiná-lo.

É evidente que a consciência do ESPAÇO INFINITO é o conjunto das consciências de posição em todos os seu pontos, que SÃO pontos separados por intervalos de dimensão infinitesimal, responsáveis pelas dimensões a serem estabelecidas nas direções do ESPAÇO INFINITO. Essas posições, assim relativas, criam um novo verbo: ESTAR. Pode-se dizer, portanto, que o ESPAÇO INFINITO É e OS PONTOS ESTÃO NELE com a consciência de suas posições.

Isto é evidente, porque NÃO PODE SER DIFERENTE. Se o fosse, toda a geometria e até mesmo a matemática não existiriam, como as conhecemos, conscientemente.

EVIDÊNCIA 4
Note-se que não estamos falando de consciência do ponto, mas de consciência no ponto. O ponto é apenas uma posição. Não é coisa alguma. O que É, é a consciência dessa posição, isolada, no conjunto de toda a consciência do ESPAÇO INFINITO. Compreender isso é fundamental porque é daí que se tira a conclusão de haver uma razão para toda a consciência se distribuir em todo o ESPAÇO INFINITO e não se concentrar apenas num único ponto. Essa razão é a própria evidência já mostrada de que não pode haver apenas um ponto sem um espaço infinito em volta dele e havendo espaço ele tem de ser constituído por uma infinidade de pontos. Assim, temos de aceitar como evidência que havendo consciência em cada ponto, ela contudo é uma só, consciente de todas as suas inúmeras (infinitas) posições, podendo se agrupar conforme as proximidades destas posições, de modo que formariam conjuntos conscientes com uma, duas ou três dimensões em estruturas geométricas, pela simples necessidade de criar formas mais complexas. Assim, uma consciência em quatro pontos relacionaria as posições deles para formar a consciência em um tetraedro, que se poderia multiplicar em tetraedros vizinhos em tal quantidade que, juntos, formariam a consciência de uma esfera, evidentemente mais complexa que a de um só tetraedro, por sua vez mais complexa que a de um triângulo.

EVIDÊNCIA 5
Quanto dura essa consciência? Uma eternidade, que é constituída por uma infinidade de agoras, de duração zero, que se repetem infinitamente com intervalos tão pequenos que se fossem menores não existiriam, responsáveis pelas dimensões a serem estabelecidas nas durações do ESPAÇO INFINITO.

É evidente que a consciência de cada agora (duração zero) em cada ponto é uma atualidade, mas a sucessão de agoras, nele, determina a duração maior do que zero da consciência e a sua saída de uma atualidade para uma realidade, dando-lhe uma nova dimensão que cria os processos e os fenômenos, a permanência e o movimento.

Assim, aquele tetraedro ou aquela esfera, acima exemplificados, teriam uma consciência com duração zero numa atualidade (um agora) ou maior que zero numa realidade, ainda estática, isto é, sem mudança de posição.

Ainda evidentemente, contudo, a consciência naquele tetraedro poderia durar suficientemente para trocar daquelas posições para as de outros pontos, assim se deslocando (a consciência e não os pontos), numa ação típica de movimento, em velocidade (quase) instantânea, praticamente desaparecendo em um lugar e aparecendo em outro. Demonstra-se essa evidência com o nosso próprio pensamento, quando nos vemos num lugar no Brasil e em fração de segundo transferimos nossa consciência para nos vermos em outro lugar, em Portugal. Nosso corpo não saiu de um lugar para o outro. Apenas nossa consciência o fez. Assim faria a consciência daquele tetraedro. Estamos falando de consciência e não, ainda, de energia ou matéria.

NA SEGUNDA PARTE DESTE ARTIGO, A SER PUBLICADA EM 29 DE JULHO, NESTE BLOG, VEREMOS COMO A CONSCIÊNCIA EVOLUI EM ESTRUTURAS PSÍQUICAS PARA FORMAR ESTRUTURAS FÍSICAS CADA VEZ MAIS COMPLEXAS, ATÉ A CRIAÇÃO DO HOMEM, NA TERRA.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

2000 ANOS DE EVOLUÇÃO EM TRÊS ROMANCES

Há quem acredite que o ambiente é bastante para influenciar as pessoas e até alterar sua personalidade. Muito já se escreveu sobre a vocação ser fruto da estrutura sócio-cultural em que se vive. Comigo, isso não foi assim. Não sei, portanto, se isto é verdade.
Quando estudei no Colégio Estadual da Bahia (o Central) em anos da década de 1950, convivi com artistas e poetas, assim como desportistas, que se tornaram famosos na Bahia, no Brasil e até no mundo (caso de Glauber Rocha), mas nunca me senti atraído para fazer o que eles faziam, embora gostasse de ler e escrever e não recusasse convite para tirar o blusão cáqui e a gravata preta, arregaçando as calças e as mangas compridas da camisa, para jogar futebol com bola improvisada numa área coberta por pó de pedra, quando algum professor faltava e tínhamos uma aula vaga.
Ao contrário, fui para a ciência e a tecnologia. Meus livros de lazer eram os romances policiais e de ficção científica e os ensaios de história, geografia e arqueologia. Assim, Platão foi importante para mim enquanto falou da Atlântida e isso acabou levando-me a outros filósofos, porque descobri que sem filosofia não há hipótese científica. Alguma coisa em mim sempre me empurrou para a necessidade de enfrentar o mistério e encontrar solução para ele. Logo me convenci que a informação é a base de todo o progresso, seja numa trilha no meio do mato, seja numa profissão, seja na busca de uma resposta qualquer.

Com a prática do aeromodelismo (este era o meu esporte), fui levado a passar essa informação (das competições) para todos e ainda na escola secundária, eu já era jornalista, penetrando pela redação dos jornais e começando a trabalhar regular e profissionalmente numa delas (Jornal da Bahia) no mesmo ano em que iniciei meu curso de Engenharia Civil na Universidade (Federal) da Bahia (1959). Já tinha contos publicados na revista Vida Juvenil (Editora Vida Doméstica, Rio de Janeiro), nos anos 50, mas foi nos 70 que ganhei página inteira (Ficção e Realidade) naquele jornal, aos domingos, ali colocando minhas estórias curtas de ficção policial e científica, surgindo assim, o investigador particular Nelson Giles Torres, em várias delas.

Formei-me em engenheiro sem deixar o jornalismo e a literatura, logo me tornando professor da Escola Politécnica, onde fizera o meu curso. Meu primeiro livro, um ensaio cosmológico, "Humanidade – Uma Colônia no Corpo de Deus", publicado em 1981 pela Melhoramentos (São Paulo) na sua coleção “Enigmas do Universo” foi bem recebido intelectualmente, mas teve apenas uma edição. Resolvi entrar na área do romance policial e apesar do interesse das editoras Ática e Brasiliense, ambas de São Paulo, pela minha primeira obra (Morte na Politécnica), foi a editora da Universidade Federal da Bahia que a publicou em 1990, uma estória que surgiu no meu Departamento de Transportes, naquela escola, tendo como investigador dos crimes um professor fictício inspirado no engenheiro e matemático, meu mestre, Pedro Tavares Filho, um homem que se gabava de possuir todos os livros de ficção policial editados no Brasil e que saía do cinema antes do fim da projeção do filme, para tentar descobrir sozinho, em casa, quem era o autor dos assassinatos, na fita. Dei-lhe o nome de Washington Mello de Sousa, em homenagem ao presidente (do Brasil) e governador (de São Paulo) Washington Luís Pereira de Sousa, que construiu as primeiras grandes estradas e inaugurou as primeiras linhas aéreas comerciais do País, implantando o serviço de identificação civil na polícia paulista; assim como ao matemático Malba Tahan (Julio César de Mello e Sousa), que valorizou o método dedutivo em sua obra maior, "O Homem Que Calculava".

Naquele mesmo ano, passei dois meses na Alemanha, a convite do Goethe Institut. Escrevi sobre aquela experiência e fui pela primeira vez à Feira do Livro de Frankfurt. Foi o primeiro passo para o caminho que se abriu, levando-me de volta a esse evento em 1994 (ano em que o Brasil era o País convidado), a convite do governo alemão, que nos proporcionou (cinco jornalistas-escritores brasileiros) uma visão completa da Alemanha, oportunidade em que tivemos uma reunião com o Diretor da Feira, a quem prometi levar para o evento um primeiro estande de editora da Bahia. Em 1997, eu cumpria a promessa, assessorando a Fundação Cultural do Estado da Bahia e cobrindo o evento (meu último trabalho como jornalista).

Foi então que tive a idéia de escrever um segundo romance policial de mistério, que seria intitulado "A Noite dos Livros do Mundo". Quando terminei esse livro, já me aposentara das duas atividades, do magistério superior e do jornalismo. A obra ficou tão complexa, que resolvi desmembrá-la e me dedicar ao projeto que chamei de “Nortada”, escrevendo uma trilogia com o investigador particular Nelson Giles Torres como protagonista.
Treze anos depois, o primeiro volume (A Cruz dos Mares do Mundo) está pronto; o segundo, que foi o primeiro a ser escrito (A Noite dos Livros do Mundo), recebe apenas uma pequena reestruturação e acabo de voltar da Turquia e de Portugal, pesquisando para o terceiro livro (A Trilha dos Santos do Mundo).

Quando me perguntam o que é a trilogia, embaraço-me pela dificuldade de dar uma resposta breve, tal a complexidade e amplitude do tema, que abrange todo o período cristão da humanidade e vai buscar no Reino de Deus anunciado por Jesus, o Nazareno, uma denominação para o espaço cósmico já bastante estudado pela realidade da Física e nunca abordado na sua essência pela Psíquica, uma ciência que tive de criar para o estudo desse ESPAÇO COMO CONSCIÊNCIA, sem a qual não há Deus e muito menos sua criação, o Universo.

A verdade é que não tem sido fácil encaixar essa temática, tão ampla e complexa, em três romances que pretendem servir ao entretenimento e abrir as mentes humanas para a sua própria natureza e evolução, como personalidades, egos. Como não é da minha prática e da minha proposta escrever sobre o que não conheço cientificamente, tenho viajado muito e pesquisado bastante, vivendo aventuras como a de andar sozinho por campos e montanhas entre a Cidade do Porto e Santiago de Compostela, por duas semanas e entrando em lugares como uma pequena casa reconstruída numa montanha próxima a Éfeso (na atual Turquia), onde teria morado Maria, a mãe de Jesus., após a crucifixão deste, levada para lá por João, o autor do Livro da Revelação (Apocalipse).

Nesses três livros, todos os cenários são autênticos e vistos por mim, assim como todos os personagens são inspirados em pessoas reais, encontradas por mim, tendo eu falado com elas, por mais estranhas que pareçam. Por exemplo, para construir um personagem assassino que atua na cidade do Porto no início de "A Trilha dos Santos do Mundo", precisei ir a Aveiro, uma cidade a uma hora de trem do Porto, em Portugal, procurando-o entre os peixeiros e o encontrando no mercado do peixe a tirar vísceras de enguias (mantidas vivas após essa operação) com habilidade e destreza extraordinárias. Esse personagem aparecerá apenas no primeiro capítulo do livro, mas tomou-me um dia de pesquisa no local, no mês passado (junho/2010) e tomará muitos dias mais para a sua criação. Assim, já se passaram treze anos, estando prontos apenas os dois primeiros livros da trilogia.

Por outro lado, a narrativa, embora ficcional, fruto da imaginação do autor no que se refere às ações, situações, procedimentos e comportamentos, todas elas estão fundamentadas teoricamente e são verossímeis, fazendo ou propondo experimentação que comprove sua exeqüibilidade. Com esta postura, quero dar um exemplo do que considero ficção realmente científica, não justificando essa denominação para a peça literária que, de científico, tem apenas o cenário do laboratório, seja em um prédio qualquer, seja em pleno espaço cósmico, servindo tão somente de suporte para a criação artística fantástica.

Esta notícia, hoje colocada neste blog, visa situar os interessados no espaço tetradimensional desta proposta literária e científica, que pretende inovar na Literatura, como o fez Victor Hugo, em 1827, conforme seu prefácio no livro "Cromwell", propondo substituir a estética clássica pelo drama romântico que daria mais liberdade ao texto poético, em prosa. Minha inovação é justamente a valorização do conhecimento científico na base da ficção, contra a visão crítica de dar à “ficção científica” um enfoque mais fantástico, imaginário, artístico, do que real, experimental, científico.
É impressionante como teóricos da Cultura tendem a apoiar contradições em benefício da liberdade de criação, sem respeitar os conceitos e a liberdade de se pensar o contrário, agredindo até a fidelidade etimológica.
Tenho consciência de que estou fazendo algo importante para o hábito de ler ficção e para uma visão mais consciente da existência, atendendo aos anseios dos que buscam os resultados da Fé com os conhecimentos da Ciência e a cultura da Razão.

ESTE BLOG TERÁ UM NOVO TEXTO NO DIA 22 DE JULHO PRÓXIMO:
“A CONFIRMAÇÃO CIENTÍFICA DE QUE A EVOLUÇÃO DAS ESTRUTURAS PSÍQUICAS É A CAUSA DA EVOLUÇÃO FÍSICA DAS ESPÉCIES MINERAIS, VEGETAIS, ANIMAIS E INTELECTUAIS”

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A DICOTOMIA DE DEUS: FÍSICA E PSÍQUICA

Ao se olhar uma parede da fachada de um prédio, a dez centímetros dela, não se tem a menor idéia do edifício, como e quão grande ele é. O mesmo ocorre com as pessoas. É difícil vê-las por inteiro, se convivemos com elas. Daí o ditado: “Santo de casa não faz milagre”.
A maior preocupação neste blog é justamente afastar o conhecimento nele exposto, da sua fonte, isto é, do ambiente em que é estruturado, onde as pessoas não estão suficientemente distantes para perceber seu conjunto e assim compreender onde e como se inserem seus detalhes.
Esse ambiente não é apenas o geográfico, mas, sobretudo o intelectual. Por isso, o seu conteúdo é exposto fora do meio acadêmico, universitário, fechado, endógeno e ao invés de se manter nas publicações científicas indexadas e não raramente censuradas, se abre a toda a intelectualidade pela Internet, cabendo aos interessados e atingidos fazerem suas manifestações particulares com liberdade e independência nos seus próprios ambientes filosóficos, científicos, jornalísticos ou literários.
O que estou mostrando aqui, com coragem, humildade e paciência, jamais será percebido por quem não se afastar bastante de suas estruturas de pensamento já consolidadas, para ver estas e as outras à mesma distância, fazendo que estejam num mesmo conjunto.
Quem está numa laranja e olha para uma banana, mantendo-se muito próximo desta, jamais aceitará que o mundo é uma banana ou tem uma banana, porque conhece bem e apenas sua laranja, mas basta afastar-se desta e da banana para ver ambas, assim verificando que o mundo não é apenas sua laranja, mas um conjunto formado por esta e pela banana.
É o que acontece com os físicos que recusam afastar-se suficientemente da Física para olhá-la juntamente com a Psíquica, detendo-se apenas na porta do prédio, sem a necessária distância para perceber a existência das janelas.
Por outro lado, não se pode passar em um mês, para outra pessoa, o que se precisou de cinqüenta anos para receber. Pode-se, no entanto, passar logo para qualquer indivíduo, não o caminho, mas o seu mapa, com as informações sobre o destino a ser alcançado, provocando-o a fazer as necessárias incursões e excursões por aquele trajeto.

Chegar a Deus não é difícil justamente porque Ele nos fez à sua imagem. O mapa de Deus é semelhante ao mapa do Homem.
Como nós, Ele É, Ele ESTÁ e Ele FAZ.
Na atualidade psíquica, Deus apenas “É”. Deus é consciência, ou seja, é espaço em quatro dimensões, isto é, em três direções e uma duração. Na atualidade, essa duração é de valor zero, mas se pode apresentar uma seqüência de tantas atualidades quantas necessárias para constituir uma realidade (duração maior do que zero).
Nessa realidade, Deus “ESTÁ” e “FAZ”.
A CONSCIÊNCIA de Deus, o Universo, como a de cada um dos universos (“deuses”) macróbios ou a de uma galáxia, a de uma estrela, a de um planeta, a de um ser vivo nesse planeta, a de uma célula nesse ser vivo, a de uma molécula nessa célula, a de um átomo nessa molécula, a de uma partícula atômica, sub-atômica ou não atômica – esta livre, quase matéria – ou a de uma onda, sempre é ESPAÇO com três dimensões na atualidade (duração zero) ou quatro na realidade (duração maior que zero).
Nesse espaço tetradimensional, o da realidade, é a duração quem determina todos os processos, quantitativa e qualitativamente. Por exemplo: a velocidade é a realidade processada e relacionada com uma direção ou mais e com a duração.
Quando dizemos que a VELOCIDADE de um corpo, corpúsculo, partícula ou mesmo onda é linear, estamos relacionando a mudança de posição dele ou dela numa linha (uma direção) com uma DURAÇÃO de consciência desse processo. Dizemos, por exemplo, que uma bola corre numa pista de boliche a 3,6 quilômetros por hora. Isso significa que o observador tem a consciência, DURANTE 10 segundos, do movimento dessa bola em 10 metros de pista.
Matematicamente, se diz que a velocidade é a dimensão naquela direção (10 metros de pista) dividido pela sua duração (10 segundos), isto é, um metro por segundo ou 3 600 metros por hora. A Física já conhece velocidades até aquelas realizadas por partículas livres e ondas, como as de quamas (partículas de quase-matéria) e de luz (300 mil quilômetros por segundo), entendendo que este é o limite, acima do qual nada poderia se mover no Universo.
Essa limitação, contudo, é apenas a da realidade, da Física.
Em outro campo, da Psíquica, com a duração zero ou muito próxima de zero, poder-se-ia ter velocidades muitos maiores, não dessas partículas ou ondas, mas de consciência estruturada em conjuntos ainda menos complexos que estas, na atualidade instantânea, quando seria possível “estar” em muitos lugares ao mesmo tempo, tal seria essa velocidade.
Pode-se falar, assim, em velocidade do pensamento.
Mais que falar, trabalhar com ela.
Um Universo inteiramente novo nasce assim para o intelecto humano, que não precisa ter medo de crescer, de avançar, de evoluir.
Não o fará, contudo, subordinado a dogmas, sejam estes da religião, sejam da ciência.
Vai ser difícil fazer chegar esta notícia a todo o mundo, a partir deste meu computador, num modesto apartamento de um bairro classe média, numa cidade que vive em festa e é mais conhecida por seu Carnaval, com pouco espaço na mídia para a ciência e quase nenhum para a filosofia, num país de políticos corruptos, cujo único objetivo é manter-se no poder, comprando votos de um povo que majoritária e democraticamente os elege, justamente por ser um conjunto, em sua maioria, de ignorantes a se contentarem com festas, onde nadam com bastante esforço os intelectuais de todas as cores e valores, como embriões ainda sob a terra, rompendo-a para chegar à superfície ensolarada.
É necessário espalhar esta semente por todo o planeta, buscando solo e condições climáticas favoráveis para que medre e se reproduza a partir de boas raízes, com caules resistentes, folhas abundantes, flores atraentes e frutos nutritivos.
Esta notícia, nova e boa, traz a Psíquica, com a qual o Homem descobrirá que é um deus para os micróbios em seu corpo e é um micróbio no corpo de Deus, com vida eterna na sua individualidade (ego, personalidade, alma) que evolui na medida em que observa, experimenta e processa informação (conhecimento), promovendo alterações em sua estrutura de consciência, tornando-a mais complexa em corpo e mente, para a realização de funções mais complexas na Terra, em outros planetas, em outros sistemas estelares, em outras galáxias, até que se candidate a ser um macróbio, durante sua eternidade.
Com esta notícia, deve ser iniciada uma nova era, na qual, o Homem assim consciente torna-se um outro Ser, que se ilumina e elimina as partes (partidos) e setores (seitas), não mais havendo sofrimento nem conflitos, porque todos vêem tudo esfericamente e não por um único e pequeno ângulo plano.
Com a Psíquica, a Física compreenderá a si mesma, na sua origem e na sua estrutura universal, única, assim unificando suas leis, bastando partir do conhecimento fundamental de que ESPAÇO É CONSCIÊNCIA.

ESTE BLOG TERÁ UM NOVO TEXTO EM 15 DE JULHO DE 2010, COM A NOTÍCIA DA VIAGEM QUE ACABO DE FAZER À EUROPA E À ÁSIA, EM PESQUISA PARA A TRILOGIA “Nortada” QUE ESTOU ESCREVENDO.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O NASCIMENTO DE DEUS - 3

Um dia, no século XVII, o inglês Isaac Newton escreveu que a matéria atrai a matéria na razão direta das suas massas e na razão inversa do quadrado da distância entre elas. Esta é uma das leis por ele descobertas, com as quais fundou a Física. Leis irrevogáveis...
-- Irrevogáveis?
Num outro dia, no século XX, o alemão Albert Einstein disse que não é assim que as coisas ocorrem. Não se trata de atração – disse ele – mas de empurrão. Não é a Terra que atrai a Lua. É o espaço-tempo que empurra a Lua para a Terra e esta só se equilibra, porque está em movimento que a lança para fora.
Em 1915, Einstein brigava com a matemática para chegar à sua Teoria Geral da Relatividade, só conseguindo a equação procurada quando calculou a órbita do planeta Mercúrio, em volta do Sol. A teoria foi publicada em 1916, mas ainda faltava comprová-la e aí começou uma seqüência de tentativas para fotografar um eclipse, que mediria a deflexão da luz de uma estrela, ao passar pelo Sol, chegando a nós, observadores, na Terra. Verificou-se, assim, que o “espaço-tempo” em volta do Sol “estava encurvado”.
-- Coitado de Newton!
Einstein “viu” que não existe essa tal de força de gravidade. Para ele, é o espaço que se curva e empurra os objetos. Esta é a sua teoria, falando em distorção do espaço-tempo. A luz que vem de uma estrela propaga-se em linha reta, mas se curva ao passar pelo Sol, porque o espaço está distorcido em volta do Sol.
-- O que distorce o espaço?
Newton sorri, lá, onde se encontra, respondendo: a força da gravidade.
Mudou-se apenas o verbo e assim, ao invés de dizer-se que a gravidade atrai, diz-se que a gravidade empurra.
O que importa é: O QUE É A GRAVIDADE?
Em 1981, meu livro Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus tem um trechinho, assim:

“Essa força quâmica é tanto maior quanto maior é a massa do ser e nela está a origem da ação, que se costuma chamar de gravidade. A gravidade do planeta Terra é resultante das atrações exercidas simultaneamente por todas as partículas pensantes, umas sobre as outras. Como uma ‘partícula’ do macrocosmo, a Terra também exerce sua atração”.

Conforme explicado na série FÍSICA E PSÍQUICA, neste blog, assim como no meu artigo “Teoria Unificada do Universo”, uma das leis fundamentais da nova ciência é:

Todo pensamento pontual atrai outro pensamento pontual de modo a formar linhas, que se atraem para formar superfícies, que se atraem, curvam e dobram para formar corpos, unindo estes em estruturas psíquicas diversas e crescentes.

Quem sabe o que é amor e ódio, sabe que são capazes de atrair e repelir corpos. Nada mais são do que complexos de pensamento a formar corpos, que se atraem ou se repelem. Amor e ódio são a mesma força, com sinais invertidos. Ódio é amor negativo.
Toda a eletricidade é fundamentada nisso. O magnetismo, idem. A natureza como um todo, também, sem a menor dúvida, porque ela é feita apenas de pensamento, ou melhor, ela é consciência. Só consciência, em estruturas formadas de acordo com outra lei da Psíquica:

A Consciência evolui por necessidade de criar estruturas mais complexas para realizar funções mais complexas.

Se os corpos são formados apenas por pensamento (consciência), sua massa nada mais é do que quantidade, volume, de pensamento, consciência estruturada em tantos tetraedros (ver FÍSICA E PSÍQUICA) quantos necessários.
Assim, devemos dizer que também a onda tem massa, porque ela é estruturada a partir de tetraedros de pensamentos pontuais, não em corpúsculos, mas em linhas. Um corpúsculo muito pequeno como o fóton pode transformar-se em onda apenas mudando a posição dos seus tetraedros, conforme sua consciência, isto é: bastando querer. Com isso, a chamada “mecânica quântica” deixa de ser problema para a “mecânica clássica” e só assim se unifica uma teoria para todo o Universo.
Podemos, então dizer que a luz da estrela é encurvada pela gravidade porque a massa que produz a gravidade atrai a massa de luz. Sim: a massa de luz.


ESTE BLOG TERÁ UM NOVO TEXTO EM 08 DE JULHO, PARA FECHAR ESTA QUESTÃO DO CORPO DE DEUS, ISSO É, DA ESTRUTURA DO UNIVERSO E DA CONSCIÊNCIA QUE O FORMA.

sábado, 19 de junho de 2010

Nascimento de Deus 2

Este blog não defende qualquer ângulo de observação. Defende todos. Todos os conflitos intelectuais derivam do fato de que cada pessoa escolhe um ângulo de observação e concentra seus esforços de pesquisa, estudo e análise apenas nessa área, filiando-se a seitas e partidos e recusando tudo o que vem de fora.
Faz-se casas quadradas com quatro paredes, mas abre-se porta e janela apenas para uma delas. Esse procedimento limita o ingresso de dados no sistema neural e empena o processamento ali realizado pelos neurônios, estabelecendo uma verdade que está longe de ser absoluta, completa, iluminada, do Universo, que é o todo e não apenas uma parte.
Quando foi publicado o meu primeiro livro, em 1981 (Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus, Edições Melhoramentos), eu realizava o processamento dos dados então disponíveis, trabalhando com as evidências e recusando os dogmas da religião e da ciência. Uma dessas evidências era não haver origem para o Universo, mas ser este infinito e composto por universos inúmeros, como se viu neste blog na semana passada (08 de junho), cada um deles um ser vivo que nasce, cresce e morre. Um macróbio.
Os físicos, hoje, mostram-se confusos porque a expansão do universo conhecido (o corpo do nosso “deus”), com suas galáxias, ocorre acelerada, afastando-se uma das outras. Nenhum fisiologista, contudo, se espanta com o fato do corpo humano, de um recém-nascido, com suas moléculas, expandir-se aceleradamente, afastando-se uma das outras.
O “corpo de deus”, evidentemente, é muito maior e deve ser muito mais complexo do que o corpo humano. Por algum processo, os “deuses” se reproduzem, nascem, crescem e morrem. Esse nascimento poderia ser o tal do Big Bang?
Os físicos partidários dessa grande explosão como origem do Universo, todo ele (não apenas de um universo, o nosso), estão tentando provar suas teorias com experiências em aceleradores de partículas e o máximo que conseguem é descobrir que há partículas menores do que as já conhecidas.
Os processos da Natureza têm se mostrado repetitivos, alterando-se apenas a escala. Desde que uma molécula mineral evoluiu para uma hélice que se divide em duas, surgiu na Terra a reprodução. Por que só na Terra? Não vamos aceitar que haja uma lei para cada planeta, estrela, galáxia, etc. no Universo. Podemos ser ignorantes, mas não devemos ser ingênuos. Sempre que descobrimos uma estrutura física (material ou energética) ou psíquica, ela obedece a um padrão já conhecido, a uma lei geral, ainda que tenha suas próprias leis particulares, também repetitivas. A filosofia oriental antiga já tinha descoberto isso, ao dizer que “assim como é embaixo, é em cima”.
O big bang humano é o momento da mitose da primeira célula gerada no útero materno. É possível até que tal separação produza um ruído, que nós não ouvimos, na escala dos seres humanos, mas talvez seja percebido na escala das células. O que se tem, é uma expansão aparentemente desenfreada com a duplicação sucessiva de cada célula, aumentando o tamanho do “corpo” que se torna um embrião até este chegar a feto e logo depois, com o crescimento da criança até uma idade em que o processo para, o homem amadurece e cumpre sua missão evolutiva, para chegar o momento de morrer e desintegrar-se.
O que a nossa Física chama de Universo, provavelmente, é uma célula em formação, crescendo, do corpo de nosso “deus”, nosso universo, que vive ao lado de muitos outros, similares.
No meu livro acima citado, depois de falar de partículas de quase matéria (ver a série FÍSICA E PSÍQUICA, neste blog, aos sábados, em março, abril e maio deste ano), digo que tais quamas enchem todo o Universo, como estruturas ainda primitivas, de consciência, que se unem para formar partículas de matéria. O Universo é espaço, é consciência, é espírito (os antigos místicos orientais deram esse nome a uma espécie de atração que forma estruturas sucessivamente mais complexas).
Ainda em 1980, escrevi nesse livro, o seguinte parágrafo:
“Com humildade, mas com coragem, vejo-me forçado a propor que se considere o quama como a célula do espírito. Para isso devemos admitir a existência de um outro Universo, não material, composto apenas por partícula de pensamento e constituído, no seu conjunto, por complexos de pensamento. Cada um desses complexos seria um espírito e cada “quama” sua célula. Adiante, veremos que se reproduz segundo um programa pré-estabelecido, do mesmo modo como a célula viva da matéria se reproduz segundo uma programação genética. Dentro desta proposta, digo que no início existia uma célula-ovo, um quama que se reproduziu para formar a matéria que deu origem ao universo. Sucessiva e simultaneamente, os quamas assim formados se agruparam para formar leptons e quarks, que se constituíram em átomos componentes das moléculas, que se organizaram em nuvens formadoras de planetas, estrelas e galáxias...”
Trinta anos depois, com mais dados e mais processamento, já tenho uma ciência da consciência – a Psíquica - para receber essa questão. A referida “partícula de pensamento” e os “complexos de pensamento” por ela formados nada mais são do que as estruturas de consciência tratadas neste blog (série FÍSICA E PSÍQUICA), que se organizam em “egos” (partículas conscientes que evoluem em complexidade até se tornarem corpos), pela atração ou espírito, que faz deles autênticas células de consciência (pensamento), de modo que a primeira das quais em uma estrutura material pode ser considerada “célula-ovo” que se reproduz, obedecendo leis da Psíquica (falaremos delas neste blog),na formação dessa partícula material.
Com este exercício intelectual, aqui e agora sinteticamente colocado, trago uma outra alternativa para o beco sem-saída do Big-Bang, que se orienta apenas pela Física e para onde esta não pode mais progredir. Antes da matéria e da energia, há muita coisa, que só a Psíquica explica.
EM JUNHO, O BLOG SUPLEMENTA A SÉRIE FÍSICA E PSÍQUICA PARA QUE SE TENHA TEMPO PARA RELEITURA, REFLEXÃO E ESTUDO DELA. O PRÓXIMO TEXTO SERÁ COLOCADO AQUI EM 28 DE JUNHO.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O NASCIMENTO DO UNIVERSO

Não é fácil abrir a mente para o pensamento inovador, em busca do conhecimento das estruturas eternas, mas ainda subterrâneas, quando se tem a obrigação, no cotidiano, de aceitar como certo o pensamento sedimentado que nos encaixota no conhecimento limitado e dirigido para os objetivos pragmáticos.
No início do ano de 1957, prestei exame vestibular para a Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde pretendia fazer o curso de Arquitetura, basicamente uma atividade criadora.
Apesar das minhas excelentes notas em Matemática, Português, Desenho Geométrico e Desenho Artístico, que me aprovariam nos primeiros lugares, fui examinado em Física por alguém que era um físico, mas apenas um engenheiro civil, professor de Pontes. Assim, enquanto me preparei para o vestibular com aulas de cálculo vetorial ministradas pelo extraordinário professor Guilherme Ávila, os exames escrito e oral foram realizado com base no compêndio de autoria de Aníbal Freitas, adotado no curso secundário. Basta dizer que na prova oral, que constava de cinco perguntas, cada uma valendo dois pontos, minha resposta em uma delas (o que é lente?) foi considerada errada porque não era a que se encontrava no referido livro.
É um absurdo que vinte por cento da avaliação de todo o programa de Física seja feita apenas com uma pergunta dessa qualidade, que só avalia se o candidato decorou ou não as definições encontradas no livro.
Essa estrutura tacanha, onde o professor mais valia pela sua empáfia do que pela sua capacitação e ousadia intelectual (no caso, científica), foi dominante no ensino universitário da Bahia até a década de 1960 e responsável pela minha desistência da Arquitetura, levando-me para a Engenharia, cujo vestibular, embora incluísse também Química, não tinha prova oral, de modo que assim livre de questões simplórias, logrei ser aprovado, ingressando na Escola Politécnica da mesma universidade, dirigida – podem todos acreditar – pelo mesmo professor que me impedira de ser arquiteto, do qual viria a ser aluno e que mais tarde seria meu colega, porque passei em concurso para ser professor dessa escola, participando do Colegiado de Curso por ele coordenado.
Narro essa minha experiência para dizer que sempre desafiei as estruturas sedimentadas e nunca temi ser prejudicado, na defesa de conceitos inovadores buscados na pesquisa individual, sem me submeter a “autoridades” praticantes do conhecimento inalterável e dogmático, fechado em cânones e mantido em estado de verdade absoluta, fora da qual tudo é especulação.
Assim foi que estudei simultaneamente os ensinamentos rosacruzes e os universitários, não raramente interrompendo aqueles para poder avançar nestes e obter o meu diploma de graduação, enquanto praticava o jornalismo no Jornal da Bahia, onde ingressei em 1959 como colunista e repórter, seguindo uma carreira na qual fiz de tudo, inclusive como editor de caderno dominical, até 1996.
Naquele jornal, tive uma página aos domingos, por muitos e muitos anos, intitulada Ficção e Realidade, para a qual escrevi contos de ficção científica e policial e textos investigativos de temas que atravessavam a religião, o misticismo, a filosofia e a ciência, sem temer os assuntos controvertidos e sem medo de ser maculado por enfrentar pesquisa séria em áreas recusadas pela ciência, como a dos apelidados discos voadores e a dos ditos espíritos desencarnados.
Com humildade e coragem, escrevi o meu primeiro livro, para apresentar o fruto do que meus neurônios juntaram e processaram, sobre o Universo, durante todos aqueles anos. Ao ler o original da obra, o editor da série “Enigmas do Universo”, das Edições Melhoramentos, imediatamente o aceitou, colocando-o entre títulos de autores como o físico francês Jean Charon. Esse meu livro – Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus – foi o único de autor brasileiro, nessa série, publicado em 1981. Esgotado, só é encontrado nos sebos.
Está ali, uma primeira visão, minha, da estrutura do Universo. Nada menos do que o Corpo de Deus. Ousei dar ao termo “macróbio”, apresentado no dicionário como uma pessoa muito velha (os donos da verdade não admitem a existência do macróbio como um ser muito grande, na mesma escala em que micróbio é muito pequeno), um significado etimológico oposto ao de “micróbio”. Naquela oportunidade, me pareceu lógico comparar o átomo (elétrons em torno do núcleo) no corpo humano a um “átomo” (planetas em volta de estrela) no corpo de Deus.
Com o desenvolvimento da idéia, ainda teoricamente, imaginei que alguma coisa na “superfície” de um elétron num átomo de carbono num corpo animal olharia para outros elétrons e para outros átomos, com a mesma percepção que nós humanos temos de um céu com planetas e estrelas.
Assim, analogamente, podemos nós, ao olharmos um céu de planetas, estrelas, galáxias, estar vendo “elétrons”, “átomos”, “moléculas” de um corpo vivo, macróbio, que nasceu e cresce, com dimensões tais que constituiriam um universo (não o Universo) de dimensões para nós imensuráveis, mas realmente limitadas.
Ainda podemos admitir muitos desses “universos” co-habitando o espaço cósmico, como nós co-habitamos na Terra. Para nós, cada um deles seria um deus, com tantos poderes sobre nós como teríamos poderes sobre habitantes de um elétron, se estes existissem.
Se tal quadro fosse real, certamente esse deus não saberia da nossa existência, como não sabemos da existência de seres quaisquer em elétrons quaisquer, de qualquer átomo de nosso corpo.
Esta é apenas uma das muitas propostas de reflexão nesse livro.
Uma reflexão que precisa ser feita, porque implica na origem de nosso universo (corpo de um deus), cujo nascimento não seria uma explosão, mas algo parecido com uma mitose seguida de outras divisões e o conseqüente crescimento do corpo, com as moléculas se afastando uma das outras como nossas galáxias o fazem.
Essa proposta já é científica, quando estudamos o nosso céu, cada vez com melhores equipamentos para detectar e compreender os seus fenômenos, sua composição e suas leis.
Esse livro de 1981 vendeu completamente sua única edição (pela Internet, pode ser encontrado em alguns sebos) e nunca achei tempo para fazer sua revisão e ampliação para uma segunda, na qual, no entanto, trabalho muito lentamente.

AGORA EM JUNHO, ESTE BLOG TRAZ A ORIGEM DO PENSAMENTO QUE ESTRUTUROU A TEORIA UNIFICADA DO UNIVERSO A PARTIR DA IDÉIA DE QUE ESPAÇO É CONSCIÊNCIA. CONTINUA NO DIA 18 DO MÊS.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A BUSCA DA ETERNIDADE

Nasci em 1937 e vinte anos depois, exatamente no dia do meu aniversário, recebi e li a primeira monografia da AMORC – Ordem Rosacruz – à qual acabara de me filiar, atraído por um anúncio que falava de sua origem no Antigo Egito. Eu era estudante, preparava-me para o vestibular universitário e já colaborava com revistas e jornais, tendo lido “Deuses, Túmulos e Sábios”, o romance da arqueologia de C. W. Ceram, publicado no Brasil pela editora Melhoramentos.
Leitor assíduo de ficção policial de mistério, contos fantásticos, ficção científica, romances de aventura – depois de anos de relação com super-heróis das histórias em quadrinhos – já publicara meus primeiros contos na revista nacional “Vida Juvenil” (textos e quadrinhos).
Migrava aos poucos para os livros especulativos sobre mistérios arqueológicos, tais como os das pirâmides egípcias e maias, da Atlântida, dos discos voadores na antiguidade e das escrituras sagradas, desde a Bíblia até os poemas hindus da literatura védica.
Eu era um jovem normal, que ia aos jogos de futebol do Bahia, via todos os filmes lançados na semana, freqüentava clubes sociais e associações culturais, era folião no Carnaval, tinha amigos e amigas (naquela época só se fazia sexo normalmente com prostitutas e esposas), relacionando-me bem com os colegas, mas não encontrava tempo para namoro fixo e outros compromissos que tirassem minha liberdade como indivíduo sem qualquer sectarismo ou partidarismo.
A Ordem Rosacruz, ao contrário da Igreja, com seus ensinamentos, jamais exigiu crença ou fé, fornecendo meios para que se pudesse experimentar e provar mística ou cientificamente suas afirmações, permitindo a divergência e a divulgação de seus conhecimentos, até estimulando essa postura.
Foi nos seus textos que aprendi ser o tempo, a duração da consciência.

O bom professor é o que mostra tudo aquilo que podemos ver à nossa frente e nunca o fizemos por falta de atenção ou por olhar sempre para outro lado.
Fazendo os exercícios, provava com a minha própria experiência, que, com os olhos fechados e os ouvidos tampados, sem usar qualquer dos sentidos, eu estava consciente de mim mesmo e podia medir a duração dessa consciência, em unidades de tempo.
ERA EVIDENTE QUE SEM UMA DURAÇÃO, POR MENOR QUE FOSSE, DA CONSCIÊNCIA, NÃO HAVIA O TEMPO.
SUA DIMENSÃO ERA ZERO.

Essa informação, assim isolada, contudo, fora insuficiente para me levar a qualquer lugar, de modo que precisei de cinqüenta anos para ver, bastante iluminado, todo o Universo, a partir da consciência como essência e sinônimo do próprio espaço, aí já incluída essa sua dimensão: a duração.
Tive de inverter até conceitos rosacruzes, para chegar a essa descoberta.
Eu aprendera por anos seguidos, que a atualidade se refere às nossas experiências atuais, na vida atual; enquanto a realidade está na vida eterna, aquela que só conhecemos com a plena consciência de nossa personalidade-alma.
Essa estrutura semântica rosacruz, contudo, nos conduz para o lado oposto e nos afasta de nossa busca, porque a REALIDADE, ao contrário, é exatamente a estrutura na qual a consciência tem uma duração e isso nos remete para as leis da FÍSICA, esteja a nossa consciência limitada à percepção neural nesta vida que experimentamos como ego em um corpo material, ou esteja amplificada numa existência eterna como ego em uma estrutura energética que acumula todas as vidas materiais.
NÃO! Não estou fazendo proselitismo espírita, falando de reencarnação ou reincorporação de um espírito ou alma em vários corpos, sucessivamente.
O que estou a dizer é algo mais sutil, baseado numa frase bíblica:

DEUS FEZ O HOMEM Á SUA IMAGEM.
Não proponho qualquer conceito para Deus ou falo de sua capacidade criadora e neste momento, sequer afirmo que exista.
Proponho outra frase:
O HOMEM FEZ O COMPUTADOR E O ROBÔ À SUA IMAGEM.

Não se trata de uma imagem material, corporal.
O computador é muito diferente do homem, como matéria, mas é muito parecido, talvez igual, como mente.
Do mesmo modo, o homem deve ser muito diferente de Deus, como estrutura física, mas também muito parecido, talvez igual, como estrutura psíquica.
Em ambos os casos, o que temos é um processo idêntico, em que um SENHOR comanda sua MÁQUINA, fornecendo-lhe dados para que ela processe e retorne com resultados, nela inserindo um programa que a orienta em seu processamento eletrônico ou neural.
Se o computador está associado a um robô, ele próprio pode ir buscar os dados que precisa, como o homem o faz.
Assim, aquele SENHOR substitui a MÁQUINA, quando ela quebra.
Quando essa máquina é eletrônica, basta substituir o HD (disco rígido), por exemplo. Mas também se pode substituí-la por inteiro.
Quando é biológica, substitui o cérebro, ou seja, todo o corpo.
Em ambos os casos, guarda-se num back-up a memória de todas as vidas (eletrônica ou biológica), o que vale dizer, mantém-se o mesmo ego.
Morre a máquina. O ego nunca morre.
Tudo isso é aceitável filosofica e até misticamente, mas há resistências quando se diz ser aceitável cientificamente, por uma razão muito simples.
Só se considera como CIÊNCIA, a FÍSICA, aí se incluindo a Biologia e a Psicologia, esta quase exclusiva do ser humano.
Para se aceitar o acima exposto como ciência, falta a PSÍQUICA, da qual a Psicologia é apenas uma técnica, como a Fisiologia é uma técnica da Física.
Aí voltamos à questão da Realidade e da Atualidade, cujo conceito rosacruz considero apenas semântico, propondo invertê-lo para mostrar que a ATUALIDADE é o campo da Psíquica, no qual a consciência não tem duração (seu valor é zero), o que significa um eterno AGORA.
Não é difícil entender isso.
A matemática e mais particularmente a geometria é assim.
Não há necessidade da duração da consciência para existir uma linha, um plano, um sólido.
Podemos desenhar uma pirâmide ou simplesmente imaginá-la, durante um minuto ou menos, ou mais e aí estaremos na realidade com quatro dimensões para ela.
Sua existência, contudo, sem que a percebamos, num AGORA, é tridimensional e isso a põe na atualidade da Psíquica.
O que falta dizer é que a realidade com sua duração nada mais é do que uma sucessão de agoras atuais.
Isso já está explicado na série FÍSICA E PSÍQUICA deste blog, que deve ser lida, relida e estudada até se chegar à compreensão dessa estrutura de pensamento.
Pode-se exemplificar com o cinema.
O que nos dá a consciência de pessoas em movimento na tela é a sucessão de cenas em que elas estão paradas, no filme, trazendo-nos a consciência do movimento.
Assim, a realidade física nada mais é do que a sucessão (consciência com duração) de atualidades psíquicas.
Este conhecimento é fundamental para se comprovar cientificamente a eternidade das estruturas de consciência conforme já exposto na série acima citada deste blog.
Trate-se da estrutura física do elétron ou do fóton, trate-se da estrutura psíquica do ego, que tanto pode ser o desse elétron ou desse fóton como o do homem, cada um com seu nível de complexidade. Todos eternos.
NESTE MÊS DE JUNHO, O BLOG É ALIMENTADO SEMANALMENTE, PARA QUE SE TENHA ALGUM TEMPO PARA RELEITURA, REFLEXÃO E ESTUDO.
O PRÓXIMO TEXTO SERÁ COLOCADO AQUI EM 8 DE JUNHO.